GRAFISMO NO RENASCIMENTO

Ora, cá estamos!

O Renascimento!

Porque será que se chamou a este período “Renascimento”?

Como ainda agora vos disse, a ideia de Deus como centro das “atenções” estava prestes a mudar. O período dominado pela Igreja perdia aos poucos a sua força e a atenção começava agora a voltar-se, uma vez mais, para a figura do “Homem”… estamos de volta aos tempos da arte clássica da antiga Grécia e Roma, estão lembrados? É o regresso à harmonia e ao equilíbrio das formas tornando-as quase perfeitas...Podemos então dizer que a imagem e o foco da Arte renasceu!

Como a figura do Homem era mais importante que qualquer outra, deu-se a isso o nome de “Humanismo”. E sabem porque é que o Homem voltou a ser o centro das atenções? Porque ele tornou-se uma figura que procurava incessantemente a verdade. Ele queria descobrir mais acerca de si e do mundo que o rodeava. Foi então que grandes descobertas começaram a ser feitas: o Homem descobriu que a Terra não era o centro do Universo, mas sim, o Sol; que a Terra não era plana, mas sim, redonda e que girava à volta de si mesma e que existiam outros povos para além dos europeus.

Estamos então em Itália, mais concretamente em Florença, berço do “Renascimento”.

Neste novo período artístico eram várias as pessoas que já davam imensa importância à Arte e às suas obras artísticas apoiando, assim, muitos artistas na criação das suas obras primas.

Reconhecidos pelo seu trabalho, foram vários os artistas que começaram a aparecer neste período com novas ideias, técnicas e expressões que ainda nos surpreendem nos dias de hoje face à sua beleza, rigor e grandiosidade.

Mas apesar da liberdade que cada artista tinha em criar as suas obras de arte havia, na arte renascentista, algumas características em comum como é o exemplo do realismo e da perspectiva.

O que acontece então na arte renascentista é que os artistas procuravam recriar com o maior realismo possível as imagens que viam...quase como se fossem fotografias, estão a ver? Foi por esse motivo que voltaram a aparecer em muitas obras a paisagem e a figura humana. No entanto, os artistas tinham agora uma maior preocupação em estudar e tentar perceber melhor as imagens que viam e os seus pormenores, para tentar reproduzir da forma mais real essas mesmas imagens. A tinta a óleo surgia também nesta altura e permitia ao artista uma maior variedade de cores e tonalidades ajudando também no realismo da imagem.

Com a paisagem como um dos temas principais e a preocupação do realismo, os artistas começaram a utilizar a uma nova técnica chamada perspectiva.

Já vos falei desta técnica ainda agora...estiveram atentos? A perspetiva é uma das técnicas com maior referência neste período do Renascimento e acabou por ser utilizada pela maior parte dos artista da época porque lhe ajudava a transmitir, na obra que criavam, uma sensação de profundidade e volume. Isso foi-lhes possível após muitos anos de estudos matemáticos e físicos onde os artistas recorriam à utilização de formas geométricas...

Esta técnica era tão exata que lhes permitia criar imagens com um realismo muito próximo da imagem real.

Mas para chegaram a um resultado próximo do real era necessário fazer primeiro um projeto, ou seja, fazer um esboço, desenhar a perspetiva ideal para aquela imagem e estudar as melhor técnicas e materiais a utilizar para terminar num resultado perfeito. Nada era precipitado ou feito ao acaso. Dizia-se mesmo, que naquela altura o estudo do projeto era mais importante que que a realização da obra de arte, em si.

Todo este rigor tornava cada artista único na realização das suas obras.

Querem conhecer alguns dos nomes mais importantes desta época?

Fiquem, desde já a saber, que a lista é bastante longa, por isso, apenas vos falarei muito resumidamente de quatro. São eles Giotto, Leonardo da Vinci, Michelangelo e Rafael. Algum dos nomes vos é familiar?

Quem foi Giotto? Giotto foi considerado o “fundador do renascimento”. Com a Idade Média a terminar, a arte de Giotto trouxe uma nova luz à arte. Com o pensamento na imagem do Homem mas com a religião ainda como tema, Giotto usava as figuras dos santos e dos anjos religiosos nas suas pinturas dando-lhe, no entanto, uma imagem com características humanas. Sem saber, Giotto encaminhava a Arte para a Idade Moderna, o Renascimento. Foi também este artista que introduziu a perspetiva na pintura pela primeira vez.

Sabiam que: foi Giotto que utilizou pela primeira vez a tela e o cavalete como suporte para pintar. Assim tornava-se mais fácil ir para junto da paisagem ou objeto que se pretendia pintar. Já não era preciso usar a imagem apenas de memória. Grande invenção, não acham? Giotto conseguiu tornar a Arte, portátil!

Leonardo da Vinci é, provavelmente, um dos nomes mais conhecido na História da Arte. Ele foi considerado um homem muito à frente do seu tempo...foi engenheiro, matemático, músico, inventor, arquiteto, anatomista, pintor, escultor...enfim, um currículo de fazer inveja a muitos artistas.

Com tantos ofícios o seu tempo era ocupado mais na parte dos estudos do que na realização de obras de arte. Mas mesmo assim Leonardo da Vinci deixou-nos algumas das obras mais reconhecidas a nível mundial, como é o exemplo da “Mona Lisa” e “A última ceia”.

Das técnicas que utilizava para realizar as pinturas a que mais gosto é a do claro-escuro ou “sfumato”... Leonardo da Vinci gostava de jogar com a luz (cá estou eu!) e a sombra nos seus desenhos dando-lhes um ar misterioso como se fossem vistos através de um finíssismo véu.

Sabiam que: Leonardo da Vinci era um artista cheio de mistérios. Sabiam que ele guardava imensos cadernos cheios de apontamentos e estudos escritos, em grande parte, em código? E que nesses cadernos haviam esboços de aparelhos voadores, ainda hoje considerados inovadores? Era um dos grandes sonhos deste artista...poder voar!

Michaelangelo foi também um grande artista reconhecido pelas suas esculturas e pelas suas pinturas...uma das mais conhecidas é a pintura do teto da capela Sistina, em Roma. De um enorme realismo, as esculturas de Michaelangelo eram, na sua maioria, obras de grande porte que podiam ser apreciadas de todos os ângulos. Isso permitia às pessoas apreciar a escultura ao pormenor e na sua totalidade.

Sabiam que: a  pintura do teto da Capela Sistina foi encomendada por um Papa (na altura Papa Júlio II) e que Michaelangelo, na altura, não gostou muito da ideia porque se considerava um escultor? Verdade! Demorou quatro anos a terminar esta obra de arte...e acreditem ou não fê-la quase sempre sozinho e deitado. A técnica utilizada pelo artista foi o “afresco” (que já fizemos referência várias vezes) e mostra a origem do Mundo.

Rafael foi uma artista renascentista recolhecido pelo uso exemplar da técnica da perspetiva utilizando a pirâmide como esquema para o enquadramento e estrutura do seu desenho. Era também grande fã do uso do claro-escuro nas suas obras de arte e de uma técnica chamada de “contraposto” que dava uma sensação de rotação do corpo na imagem pintada.

Sabiam que: Rafael tinha um tema preferido para as suas pinturas? Ele ficou conhecido por pintar maioritariamente a imagem da Virgem Senhora (chamada de Madona) e o seu filho e o realismo com que realizava as suas pinturas era tão grandioso que apesar de ter morrido muito jovem as suas obras de arte foram e ainda são reconhecidas a nível mundial. 

A idade média PELO MUNDO

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museu nacional de arte antiga

Lisboa, PORTUGAL

Criado em 1884, habitando, há quase 130 anos, o Palácio Alvor e cumprindo mais de um século da atual designação, o MNAA-Museu Nacional de Arte Antiga alberga a mais relevante coleção pública portuguesa, entre pintura, escultura, ourivesaria e artes decorativas, europeias, de África e do Oriente.
Composto por mais de 40 000 itens, o acervo do MNAA compreende o maior número de obras de Pintura, Escultura e Artes Decorativas, classificadas pelo Estado como “tesouros nacionais”. Engloba também, nos diversos domínios, obras de referência do património artístico mundial.
Herança da História (com realce para as incorporações dos bens eclesiásticos e dos provenientes dos palácios reais), a coleção do Museu Nacional de Arte Antiga foi sendo engrandecida por generosas doações e importantes compras, ilustrando, em patamar de objetiva excelência, o que de melhor se produziu ou acumulou em Portugal, nos domínios acima enunciados, entre a Idade Média e os alvores da Contemporaneidade.
Parceiro incontornável na atividade museológica internacional, ao MNAA pertence, historicamente, a dignidade de museu nacional normal: o que define a norma, as boas práticas, em acordo, uma vez mais, com os padrões internacionais, seja em matéria de conservação e de museografia, seja no âmbito do seu serviço de educação, pioneiro no País.

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GALERIA UFFIZI

Florença, ITÁLIA


Uma das primeiras galerias de arte do mundo, o que se vê hoje na Galeria Uffizi foi inicialmente construído a partir de coleções de arte particulares da família governante Medici, doadas ao estado da Toscana pela sua última herdeira sobrevivente Anna Maria Luisa como parte do Pacto da Família em 1737. A coleção extraordinária contém obras-primas de todos dos grandes pintores renascentistas italianos: Botticelli, Da Vinci, Rafael, Michelangelo, Masaccio, Correggio e muito mais.

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Museu dos Mestres Antigos

 Bruxelas, BÉLGICA

Fazendo parte do complexo 'Museus Reais de Belas Artes da Bélgica' da capital belga, o Museu dos Mestres Antigos foi fundado por Napoleão I em 1801 e possui uma coleção distinta de obras de pintores renascentistas flamengos e holandeses. Em particular, Pieter Bruegel, o Velho, está soberbamente representado com grandes obras como A Queda dos Anjos Rebeldes e O Censo em Belém .

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Galerias Accademia

Veneza, ITÁLIA

Numa cidade com uma majestade visual, a Gallerie dell'Accademia é um dos principais locais de Veneza para se ver obras da Renascença Italiana. Além do desenho infinitamente imitado de Da Vinci, O Homem Vitruviano , a galeria contém obras de arte dos pintores venezianos Ticiano, Tintoretto, Bellini e Veronese. Foi também uma das primeiras instituições a estudar restauração de arte, a partir de 1777.

arte: ontem e hoje

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Wild Drawing

Wild Drawing, também conhecido como WD, é um artista de rua, nascido em Bali, na Indonésia, formado em Belas Artes. Começou a sua carreira de artista urbano nos anos 2000 e, a partir desse momento, passa a maior parte do tempo a pintar nas ruas por todo o mundo.
A WD realizou exposições individuais e em festivais de grafite / arte de rua na Ásia, Europa e América.
Adora especialmente grandes paredes, criando obras de arte monumentais a spray e rolo.
A Wild Drawings interage com o local, o meio ambiente, a arquitetura dos edifícios em que está a trabalhar. Usa vários elementos que existem para criar harmonia entre o local e a obra.
Em poucas palavras, técnica realista, mesmo hiper-realista, muitas vezes anamórfica, fortemente influenciada pelos seus antecedentes culturais e paixões, como os comics e romances gráficos.

 

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