GRAFISMO NO aNTIGO EGIPTO

Conhecem o sítio onde estamos?

Muito bem…

Todos vocês sabem que o Egito é a terra das pirâmides…aquelas “montanhas” de pedra enormes que se encontram no meio do deserto e que parecem tocar o céu…

Mas já alguma vez pensaram ou questionaram como é que elas lá foram parar? Ou para que é que serviam as pirâmides?

Estamos então no tempo dos faraós, os reis do Egito. Homens vaidosos e muito ricos que exerciam um grande poder sobre o seu povo.

Acreditava-se que os faraós eram seres superiores, divinos…reencarnações dos deuses do antigo Egito, como Hórus, Deus da Vingança ou Mut, a Deusa Mãe. E que quando eles morriam voltavam para junto dos seus semelhantes, lá no céu.

Só uma curiosidade: sabiam que os egípcios adoravam mais de cem deuses e que estes possuiam diferentes formas, normalmente com características de animais? Vê o exemplo dos deuses que ainda agora falei: Hórus tinha corpo de humano e cabeça de falcão e Mut tinha rosto de mulher com chifres de vaca…este egípcios são tão engraçados!!

Mas voltando aos faraós…estes realmente acreditavam na vida para além da morte e do seu regresso aos céus! Sendo senhores ricos e cheios de poder eles obrigavam o seu povo a construir majestosas pirâmides que viriam a ser, nada mais, nada menos, que os seus túmulos quando morressem…túmulos esses, que os ajudariam a passar deste para o outro mundo. Diz-se mesmo que as pirâmides representam uma escada gigante pela qual o faraó subiria até ao céu.

Para além disso, as pirâmides também serviam para preservar o corpo do faraó depois de ele morrer e isso acontecia através de um processo a que se chama de mumificação…isso mesmo que vocês estão a pensar…os faraós viravam múmias…uhhhhh!!!!

Era para a múmia do rei que a pirâmide se erguia e a toda a sua volta, nas paredes interiores, eram escritas “fórmulas mágicas” que o ajudariam na sua passagem para o outro mundo.

Mais tarde, outros senhores nobres e poderosos puderam também mandar construir pirâmides mais pequenas para aí serem sepultados e também aí eram escritas “fórmulas mágicas” como ritual de passagem. Esta escrita com desenhos, a que se chama “hieróglifos”, é uma escrita sagrada que apenas podia ser utilizada por pessoas com poder, como sacerdotes, membros da realeza ou os escribas.

Mas para além desta escrita sagrada os egípcios também decoravam as paredes interiores das pirâmides com pinturas e relevos. No entanto, estas pinturas tinham um sentido diferente daquele a que estamos habituados a definir como “arte”. Estas não serviam para decorar ou embelezar, uma vez que, elas apenas eram “vistas” pela alma de quem lá era sepultado e eram uma representação da passagem destes senhores pela Terra. Mais um ritual de passagem…Ufa!!!

Era comum pintar-se nas paredes dos túmulos paisagens de jardins e lagos ou cenas do quotidiano, como a caça, a pesca ou momentos de família. Nestes murais, os senhores eram sempre representados maiores que a sua esposa, filhos ou criados para mostrar a importância que estes tinham. Juntamente à pintura eram desenhados também hieróglifos que diziam exatamente quem tinham sido estes senhores, que títulos nobres tinham tido e que honras reuniram durante toda a sua vida.

Mas vamos olhar com atenção para estas pinturas…conseguem ver alguma coisa de errado nestes desenhos?

Pois é…as perspetivas estão todas erradas...

Apesar de todo este sentido distorcido que eram representados nos desenhos temos de ver a surpreendente precisão dos detalhes de cada um.

Sabiam que os animais e as plantas nestes murais são desenhados com tantos pormenores que os especialistas de hoje conseguem facilmente identificar a sua espécie? Extraordinário, não?

E se reparamos com um pouco mais de atenção percebemos que os trabalhos pintados e desenhados naquela época eram todos muito idênticos na forma como eram representados. Ora vejam: os homens que aparecem sentados têm sempre as mãos sobre os joelhos, o tom de peles das mulheres é sempre mais claro que o dos homens e, no caso dos Deuses, estes eram sempre representados com as formas que lhes tinham sido designadas…lembrem-se do exemplo de Horús? Este Deus sempre que aparecia era representado com corpo de humano e cabeça de falcão. No caso das esculturas estas eram, na sua grande maioria, representações dos faraós e dos seus Deuses, os  quais eram sempre apresentados de frente, sem qualquer tipo de expressão corporal ou facial...

Parece então haver um conjunto de regras sobre as quais os “artistas” se regiam para criar as suas “obras de arte”. Essas regras, a que nós chamamos nos dias de hoje de “estilo” davam às obras de arte da altura uma certa harmonia e equilíbrio que os egípcios adoravam!

Já viram…naquela altura ser original não estava na moda! Era considerado um grande artista aquele que conseguisse “copiar” com maior exatidão os exemplares de arte do passado…Copiar é que estava a dar!!

Mas mesmo em tempos de ideias rígidos há sempre alguém que aparece com pensamentos diferentes e que tenta impor as suas próprias regras e leis...

Estamos a falar do Rei Amenófis IV ou Akhnatom (o nome do seu Deus) e do reinado da 18ª Dinastia. Com pensamentos bastante diferentes dos seus antepassados e com acesso a obras de arte estrangeiras este Rei e o seu sucessor (com um nome bastante mais conhecido: Tutankhamon) quebraram todas as regras e leis da representação artística, quer nas obras de pintura, desenho ou escultura quando passaram a encomendar as suas peças artísticas segundo os seus ideais.

Assim, nos murais, o homem e a sua família eram agora representados com a mesma importância, as poses das figuras humanas que apareciam já não eram tão rígidas e o Deus que aparecia era apenas um…Aton, representado sempre em forma de disco solar cujos raios eram mãos.

Mas como já havia dito…estas mudanças duraram pouco tempo e tudo voltou a ser como era antes! Nos anos que se seguiram poucas foram as mudanças que se fizeram sentir no campo artístico...o equilíbrio tinha sido novamente reposto!

E assim foi no tempo dos faraós!

A ARTE DO ANTIGO EGIPTO PELO MUNDO

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museu nacional de arqueologia

Lisboa, PORTUGAL

A coleção de antiguidades egípcias do Museu Nacional de Arqueologia constituída por 584 objetos (das quais 309 em exposição permanente) é a mais numerosa de Portugal, tendo sido reunida ao longo do século XX. Em 1909 Leite de Vasconcelos, fundador do Museu, trouxe do Egito cerca de setenta objetos; umas duzentas peças foram obtidas pela rainha D. Amélia durante a sua viagem ao Egito em 1903, passando para a posse do Estado em 1910; as restantes foram doadas pela família Palmela, por Bustorff Silva e Barros e Sá entre outros. Há cerca de oitenta peças de origem desconhecida.

A exposição cobre mais de cinco mil anos de história, indo desde a Pré-história (c.6000-3000 a.C.) até à Época Copta (395-642 d.C.) e nela estão representados os grandes períodos da civilização egípcia: o Império Antigo, o tempo áureo das pirâmides (c.2660-2180 a.C.); o Império Médio, uma época de grande brilho cultural (c. 2040-1780 a.C.); o Império Novo numa fase de expansão e de cosmopolitismo (c. 1560-1070 a.C.), a Época Baixa, com o seu renascimento artístico (664-332 a.C.); e a Época Greco-romana (332 a.C.-395 d.C.), durante a qual o Egito manteve uma notória independência cultural.

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museu EGÍPCIO

Cairo, EGIPTO

O Museu Egípcio é o mais antigo museu arqueológico do Oriente Médio e abriga a maior coleção de antiguidades faraônicas do mundo. O museu exibe uma extensa coleção que abrange desde o período pré-dinástico até a era greco-romana.

O arquiteto do edifício foi selecionado através de um concurso internacional em 1895, que foi o primeiro do gênero, e foi vencido pelo arquiteto francês Marcel Dourgnon. O museu foi inaugurado em 1902 por Khedive Abbas Helmy II, e tornou-se um marco histórico no centro do Cairo e lar de algumas das mais antigas obras de arte magníficas do mundo.

Entre a coleção incomparável do museu estão os enterros completos de Yuya e Thuya, Psusennes I e os tesouros de Tanis, e a Paleta Narmer comemorando a unificação do Alto e Baixo Egito sob um rei, que também está entre os artefatos inestimáveis ​​do museu. O museu também abriga as esplêndidas estátuas dos grandes reis Khufu, Khafre e Menkaure, os construtores das pirâmides no planalto de Gizé. Uma extensa coleção de papiros, sarcófagos e jóias, entre outros objetos, completa este museu excepcionalmente amplo.

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museu DO LOUVRE

Paris, FRANÇA

O Departamento de Antiguidades Egípcias do Museu do Louvre apresenta vestígios das civilizações que se desenvolveram no vale do Nilo, desde o final da era pré-histórica (c. 4000 aC) até o período cristão (século IV dC).

Apesar de uma crença amplamente aceita, a criação do Departamento de Antiguidades Egípcias do Louvre não foi uma conseqüência direta da expedição de Napoleão Bonaparte ao Egito entre 1798 e 1801. Os ingleses confiscaram como espólios de guerra as antiguidades coletadas pelos estudiosos durante a viagem, que incluíam a famosa Rosetta Stone, agora no Museu Britânico. Um pequeno número de obras trazidas de volta por indivíduos particulares entrou no Louvre em uma data muito posterior.
A publicação da Viagem de Vivant Denon em Haute et la Basse Égypte, em 1802, e os volumes das Descrições do Egipto, escritos pelos cientistas que participaram da expedição napoleônica entre 1810 e 1830, reviveram o interesse público no Egito antigo durante o primeiro quartel do século XIX - um renascimento muito mais profundo do que a moda que apareceu no design de móveis no final do reinado de Luís XVI.
Jean-François Champollion nasceu em 1790 e cresceu nesta atmosfera. Um linguista talentoso que dominou as línguas antigas e semíticas, ele resolveu o enigma da escrita faraônica em 1822. Ansioso para promover a civilização egípcia e combater os preconceitos dos estudiosos contemporâneos, ele ajudou a criar o museu egípcio em Turim. Ele conseguiu convencer o rei francês Charles X a comprar três das principais coleções que estavam à venda na época (Durand, Salt e Drovetti). Por decreto real de 15 de maio de 1826, ele foi nomeado curador de um novo departamento no Louvre, que foi inaugurado em 15 de dezembro de 1827.

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Museu Egípcio e a Coleção Papyrus

Berlim, ALEMANHA

O Museu Egípcio e a Coleção Papyrus têm uma conexão especial com suas salas de exposições: elas foram  criadas para a coleção no Novo Museu até 1855  . Depois que o prédio ficou em ruínas no centro da cidade por décadas, como resultado da Segunda Guerra Mundial, o Museu Egípcio e a Coleção de Papiros agora estão alojados novamente em seu prédio principal. Os restos das pinturas e ornamentos originais e exuberantes dos quartos foram preservados pelo escritório de David Chipperfield durante sua cuidadosa reconstrução do edifício, para que, em combinação com o design moderno das exposições, haja uma tríade convincente.
O busto de Nefertiti, em particular, cativa os visitantes no Museu Neues. Além dessa escultura, outras esculturas da rainha feitas de quartzito e granito até uma figura delicada de calcário contribuem para a imagem da rainha. Apresenta cabeças famosas de retratos de família, especialmente os rostos expressivos de seu marido Akhenaton, que se via como o representante terreno de um conceito monoteísta de Deus, e os membros da corte em Amarna por volta de 1351 a 1334 aC. 
Três câmaras de culto completas datam de épocas anteriores. Em centenas de relevos, eles oferecem um panorama da história cultural egípcia antiga e, por assim dizer, folheiam um livro sobre o desenvolvimento do estilo por volta de 2500 aC. BC.
As descobertas do Sudão não são menos extraordinárias. Eles incluem obras de arte do antigo reino meroítico, que data de 300 aC. AD a 400 AD consistia em relevos das capelas da pirâmide em Meroë, um altar do templo e o tesouro de ouro magistralmente criado da rainha Amanishakheto.
O grupo mais extenso do museu é a coleção de papiros com seus preciosos manuscritos originais. Eles se unem em sua totalidade, incluindo a "Ilíada" de Homero e dois manuscritos completos do "romance Sinuhe", para formar uma "Biblioteca da Antiguidade" única.
O Museu de Arte Egípcia e Coleção de Papiros cria um cosmo de continuidade e mudança nas culturas egípcia e núbia antigas altamente desenvolvidas ao longo de quatro milênios: o mundo cotidiano no vale do Nilo, a veneração de reis e deuses e a crença no futuro para o qual os visitantes são convidados.

arte: ontem e hoje

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ALAA AWARD

Nascido em 1981, o Alaa Awad é um pintor e muralista egípcio.Ao contrário de outros muralistas, Alaa Awad escolhe pintar com um pincel e usa tintas acrílicas em vez de usar stencils e tintas spray. Às vezes, seus intrincados murais podem levar até uma semana para serem feitos não apenas pelos materiais que ele usa, mas também pela complexidade de seus projetos. Awad pinta em um estilo de grafitti neofarônico, um estilo que remonta ao Egito Antigo. Seu uso do estilo neofarônico tem como objetivo chamar a atenção de volta às ricas e antigas tradições egípcias. Esse estilo visa lembrar os manifestantes de sua herança e passado para ajudá-los a permanecer fiéis à sua identidade egípcia. Seus murais são tipicamente multifacetados e com várias camadas, cada um contando uma história diferente. Além do estilo único de pintura acima mencionado, o uso de um estilo neofarônico visa retornar a importância do grafite no Egito. O graffiti teve um papel significativo nas aldeias egípcias no passado, quando cada vila tinha seu próprio muralista. Esses muralistas seriam essencialmente contadores de histórias da vila e representariam eventos ou celebrações importantes por meio de imagens e simbolismos tradicionais. Muitas dessas mesmas imagens podem ser vistas nos trabalhos de arte de Awad hoje, pois ele baseia seus trabalhos em obras de arte famosas do Egito Antigo que podem ser vistas em templos e museus.

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