GRAFISMO NA aNTIGA GRÉCIA

Gostaram do Egito e dos seus faraós e dos seus Deuses?

Eu também!

Em parte porque adoro histórias onde entrem Deuses. E esta época que agora vos vou falar está carregadinha deles! Vão ver...é Deuses para todos os gostos e feitios. Até existem dois deuses em minha homenagem...”Hemera” e “Apolo”, a Deusa e o Deus da “Luz”.

Mas acho que já me estou a perder nesta conversa sobre Deuses. Vamos realmente ao que interessa e se der tempo voltamos a este tema.

Então...eis-nos chegados à Grécia!

Ah!!!!....Como não gostar da Grécia! Como não gostar de toda a sua história e de toda a sua importância e influência a nível cultural.

Por onde começar...a arquitetura, a filosofia, as ciências, os jogos...tudo começou aqui!

Os gregos eram um povo muito, mas mesmo muito inteligente que gostava de pensar por si...sabem o que isso significa? Que não se deixava influenciar por outras pessoas e por regras impostas por outros. Dava importância à opinião e ao pensamento de cada ser humano, ao contrário dos egipcios que se regiam pelas ordens de um faraó e pelas regras dos seus Deuses.

E esta maneira de pensar dos gregos também refletiu imenso na sua Arte. Eles estavam constantemente à procura da razão das coisas, da sua harmonia, da sua beleza e da perfeição.

Assim, apesar de nos inícios desta Era a arte grega ter alguma influência da arte egípcia, ela foi evoluindo ao longo dos tempos.

Ora prestem atenção!

Quando os artistas gregos começaram a esculpir estátuas de pedra eram visíveis as influências da arte egipcía: grande esculturas de jovens com traços rígidos e sem expressões.

No entanto, o grego como era um livre pensador não se limitou a reproduzir e a copiar a arte egípcia...é verdade que ele aprendeu muito com ela, mas ele considerava a sua Arte, assim como o seu pensamento, livre! Então ele começou a observar e a experimentar...

O material que era utilizado para a construção destas esculturas era o mármore e o bronze e o principal tema para o artista grego era a figura humana: homens, mulheres e Deuses...

Ah!!!!Os Deuses! Já vos tinha dito que na Grécia adorava-se imensos Deuses!! E todos eles tinham características humanas...mas mais fixes...porque tinham superpoderes...e os artistas gregos adoravam retrata-los nas suas esculturas.

Talvez conheças o nome de alguns...Zeus, deus de todos os Deuses; Atena, deusa da sabedoria; Poseidon, deus dos Mares...

O quê? Estou novamente a divagar?...Ok, ok...Onde é que nós iamos?

Ah! A escultura grega...

Como estava a dizer, o artista grego era um artista livre cheio de vontade de experimentar novas ideias. Assim, como naquela altura não havia regras rígidas que lhes limitassem o seu trabalho, as suas esculturas começaram a evoluir. Primeiro, a postura do corpo passou a apresentar-se com formas não tão rígidas, as mãos e os pés davam, em algumas esculturas, a sensação de movimento, a cabeça surgia agora mais levantada e o rosto apresentava sempre uma expressão própria, com um curioso sorriso a que a história chamou de “sorriso arcaico”. Nesta primeira fase de experimentação o mais importante para o artista grego não era reproduzir a realidade daquilo que via mas sim, a beleza ideal: corpos perfeitos, com rostos belos e penteados e roupas próprias da época.

Numa fase seguinte, as esculturas já surgem com algumas diferenças que mostram o quanto a arte grega continuou a evoluir. Assim, começam a surgir esculturas de figuras humanas sentadas, ou apoiadas mais sobre um pé, surgem, por vezes, esculturas com a cabeça a olhar por cima do ombro, o olhar já não é fixo e desaparece o “sorriso arcaico”:  a escultura surge agora com um ar mais natural e mais próximo da realidade...

E assim a escultura grega continuou a evoluir... com os artistas a arriscarem e a desenvolverem cada vez mais novas técnicas e novas formas de expressar, na pedra, a forma humana. O rosto era uma das principais preocupações do artista, bem como as definições do corpo humano, os músculos, os ossos, tudo era estudado ao pormenor e retratado na pedra ao pormenor, assim como as expressões faciais: a alegria, a calma, a tristeza, o sofrimento...o realismo das esculturas era cada vez maior!

Foi também nessa época que começaram a surgir esculturas com mais do que uma pessoa e com outros seres vivos, normalmente animais, que interagiam entre si dando uma sensação ainda maior de movimento e realidade à arte e que começaram também a aparecer outros temas representados nas esculturas: atletas dos jogos olímpicos em várias poses de competição, outras figuras mitológicas como os centauros, pescadores, etc.

Como podem ver...os escultores eram pessoas muito importantes naquela época e algumas das suas esculturas ficaram para a História...

Mas vocês sabem uma coisa curiosa? Sabiam que nessa altura havia outros artistas que eram considerados mais famosos e importantes do que alguns destes escultores?

É verdade! Eram os pintores daquela época...mas a verdade é que muito pouco se sabe acerca do trabalho deles. Os únicos registos que ficaram foram alguns murais e objetos cerâmicos pintados deixados por eles, a que chamamos vasos. Os artistas que pintavam nessa época também adoravam seguir as novas tendências e inovar nas suas pinturas. Os temas mais comuns eram as cenas do quotidiano e figuras mitológicas.

Também eles começaram por “copiar” o estilo egípcio no ínicio. Mas também eles começaram a quer experimentar novas técnicas e novas formas de representar a figura humana, como os escultores que falamos ainda agora. Nos murais a técnica mais utilizada era o “fresco” onde os pintores pintavam sobre uma parede feita de gesso ou outro material semelhante. No caso dos vasos, vocês sabiam que foram estes pintores que se atreveram, naquela altura, a pintar pela primeira vez uma figura humana com um pé visto de frente, tal qual como nós o vemos? A essa técnica chamamos “escoço”. Eram uns inovadores!! Nunca tal coisa se tinha visto até essa altura!

E com os pintores, assim como foi com os escultores, foi sempre a inovar! E tudo isso ficou impresso nas suas obras de arte para sempre...para a História!

Ai a Grécia, a Grécia!! Ainda tanto por contar sobre a sua Arte! 

Mas a verdade é que temos de avançar no tempo...

É altura de visitar...Roma!

Alguém sabe em que país fica Roma?

Itália!

Ora muito bem! Alguém “parla” italiano? Não?

Ok...vamos então avançar!

A ARTE DA ANTIGA GRÉCIA PELO MUNDO

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MUSEU CALOUSTE GULBENKIAN

Lisboa, PORTUGAL

O edifício que alberga a Coleção do Fundador, projeto dos arquitetos Ruy Jervis d’Athouguia, Pedro Cid e Alberto Pessoa (1969), foi construído para integrar um acervo de cerca de seis mil peças reunidas por Calouste Sarkis Gulbenkian e encontra-se na zona norte do jardim Gulbenkian. Nas galerias deste edifício expõe-se um conjunto de cerca de mil peças divididas pelos núcleos de Arte Egípcia, Greco-Romana, Mesopotâmia, Oriente Islâmico, Arménia, Extremo Oriente e, na arte do Ocidente, Escultura, Arte do Livro, Pintura, Artes Decorativas francesas do século XVIII e obras de René Lalique. A coleção de obras de René Lalique, que Calouste Gulbenkian adquiriu diretamente ao artista, é considerada única no mundo pela sua qualidade e quantidade.

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Museu Arqueológico Nacional de Atenas

Atenas, GRÉCIA

O Museu Arqueológico Nacional foi fundado em 1829. Foi o primeiro museu fundado no estado grego após a luta revolucionária e a libertação da Grécia do jugo otomano. Sua sede original ficava em Aegina, a primeira capital da Grécia. Com a transferência da capital para Atenas em 1834, a sede do Museu foi transferida. As antiguidades estavam alojadas em vários edifícios e monumentos. Em 1866, com a doação da terra por E. Tositsa e o patrocínio da família Bernardakis de São Petersburgo, a construção do atual prédio do Museu começou com projetos de L. Lange e modificações de E. Ziller na fachada.
Em 1889, o Museu abriu seus portões ao público, apresentando suas exposições permanentes, que consistiam em partes da atual coleção de antiguidades pré-históricas e da coleção de esculturas. Durante a primeira metade do século XX, o Museu foi enriquecido com muitas antiguidades provenientes de escavações em várias regiões da Grécia. Entre os anos de 1932 e 1939, o Museu foi expandido para o leste, projetado pelo arquiteto G. Nomikos. Durante o período de entrega da extensão do Museu, foi declarada a Segunda Guerra Mundial.
Para enfrentar os perigos da guerra e com base no planejamento geral atual, as antiguidades do Museu Nacional e outros museus do país foram encaixotadas e enterradas nos porões dos Museus e em outros lugares. Essas ações levaram à proteção e preservação eficazes de antiguidades de desastres e erosão. Durante o período de ocupação da Grécia (1941-1945) pelas tropas alemãs, o Museu foi comandado e muitos dos serviços foram instalados nas antiguidades.
No final da guerra, foram iniciadas as obras de reparo no edifício do Museu, que funcionou novamente em 1947. De 1947 a 1964, a reexposição de suas coleções foi concluída.O Museu sofreu o terremoto de 1999. Durante os anos de 2002 a 2004, foram realizadas reformas em todos os recintos de exposições do Museu. Com a saída do Museu Numismático e sua instalação em Ilios Melathron, o Museu Arqueológico Nacional se expandiu. De 2004 a 2009, foram abertas ao público as exposições permanentes do Museu Arqueológico Nacional: a Coleção de Antiguidades Pré-históricas e a Coleção de Esculturas em 2004, a Coleção Vascular e a Coleção de Cobre em 2005, a Coleção Stathatos e a Coleção Egípcia em 2008, a coleção de esculturas de prata, a coleção de Blastos - Serpieri, a coleção de jóias de ouro e prata e a coleção de artigos de vidro em 2009. Após a conclusão de sua reforma, o Museu Arqueológico Nacional agora apresenta para as antiguidades públicas, elas quebram o período do sexto milênio aC até o século IV dC. Eles são da Grécia, Chipre, Egito, Itália e outras regiões e representam um panorama do mundo grego antigo, suas realizações culturais e seus contatos no Mediterrâneo oriental.
Desde a década de 1980 até os dias atuais, o Museu Arqueológico Nacional vem realizando exposições periódicas temáticas ou longitudinais, com muitos assuntos interessantes. Várias antiguidades dos periódicos do Museu viajam como empréstimos de curto prazo para museus na Grécia e no exterior. Desde o final do século XX, o Museu Arqueológico Nacional, além de sua própria atividade cultural e educacional multifacetada, participou de inúmeras exposições da Grécia e do exterior.

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MUSEU BRITÂNICO

Londres, INGLATERRA

O primeiro museu público nacional do mundo.
O Museu Britânico foi fundado em 1753 e abriu suas portas em 1759. Foi o primeiro museu nacional a cobrir todos os campos do conhecimento humano, aberto a visitantes de todo o mundo.
Os ideais e valores da iluminação - exame crítico de todas as suposições, debate aberto, pesquisa científica, progresso e tolerância - marcaram o Museu desde a sua fundação.
O Museu é movido por uma curiosidade insaciável pelo mundo, uma profunda crença em objetos como testemunhas e documentos confiáveis ​​da história humana, pesquisas sólidas e o desejo de expandir e compartilhar conhecimento.
Após o colapso da sociedade do palácio micênico e um período de relativa pobreza e isolamento, a Grécia experimentou um renascimento cultural e político.
A partir do século VIII aC, o contato renovado com o Oriente Próximo, Anatólia, Fenícia, Egito e outras pessoas ao redor do Mediterrâneo teve um profundo impacto na cultura grega. 
O estilo geométrico linear da cerâmica deu lugar a motivos do estilo quase oriental (às vezes chamados de orientalização), como animais e flores. Foi desenvolvida uma escrita grega baseada no alfabeto fenício; Homer compôs seus poemas épicos e surgiu uma nova unidade política, a cidade-estado (polis).
A competição entre esses estados geralmente resultava em guerras, mas também em competições atléticas e musicais, como os Jogos Olímpicos.
Os objetos expostos refletem esse renascimento cultural. Eles incluem escultura, cerâmica pintada, jóias, moedas e outros objetos de Atenas, Esparta, Corinto, Grécia Oriental e Egito.

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MUSEU DA ACRÓPOLE

Atenas, GRÉCIA

Os monumentos da Acrópole resistiram à devastação dos séculos passados, tanto da antiguidade quanto da Idade Média. Até o século XVII, os viajantes estrangeiros que visitavam os monumentos retratavam os edifícios clássicos como intactos. Isso permaneceu até meados do mesmo século, quando o Propylaia foi explodido enquanto era usado como uma loja de pólvora. Trinta anos depois, os ocupantes otomanos desmantelaram o vizinho Templo de Athena Nike para usar seus materiais para fortalecer a fortificação da Acrópole. O ano mais fatal, no entanto, para a Acrópole, foi em 1687, quando muitos dos membros da arquitetura do edifício foram levados ao ar e caíram em montes ao redor da colina da Acrópole, causados ​​por uma bomba das forças venezianas. Os visitantes estrangeiros da Acrópole vasculhavam os escombros e levavam fragmentos das esculturas caídas como lembranças. Foi no século 19 que Lord Elgin removeu as esculturas arquitetônicas intactas do friso, das metopos e dos frontões do edifício.
Em 1833, a guarnição turca retirou-se da Acrópole. Imediatamente após a fundação do Estado grego, começaram as discussões sobre a construção de um Museu da Acrópole na colina da Acrópole. Em 1863, foi decidido que o Museu fosse construído em um local a sudeste do Partenon e as fundações foram lançadas em 30 de dezembro de 1865.
O programa de construção do Museu havia previsto que sua altura não ultrapassasse a altura do estilobato do Partenon. Com apenas 800 metros quadrados de área útil, o edifício rapidamente se mostrou inadequado para acomodar as descobertas das grandes escavações na Acrópole que começaram em 1886. Um segundo museu foi anunciado em 1888, o chamado Little Museum. As mudanças finais ocorreram em 1946-1947, com o segundo Museu sendo demolido e o original sendo consideravelmente ampliado.
Na década de 1970, o Museu não conseguia lidar satisfatoriamente com o grande número de visitantes que passavam por suas portas. A inadequação do espaço freqüentemente causava problemas e desvalorizava o sentido que a exibição das obras-primas do Rock buscava alcançar.
O Museu da Acrópole foi inicialmente concebido por Constantinos Karamanlis em setembro de 1976. Ele também selecionou o local em que o Museu foi finalmente construído, décadas depois. Com sua visão penetrante, C. Karamanlis definiu a necessidade e estabeleceu os meios para um novo Museu equipado com todas as instalações técnicas para a conservação dos inestimáveis ​​artefatos gregos, onde eventualmente as esculturas do Parthenon serão reunidas.
Por esses motivos, concursos de arquitetura foram realizados em 1976 e 1979, mas sem sucesso. Em 1989, Melina Mercouri, que como Ministra da Cultura identificou inextricavelmente suas políticas com o pedido de retorno do Parthenon Marbles do Museu Britânico, iniciou um concurso internacional de arquitetura. Os resultados desta competição foram anulados após a descoberta de um grande assentamento urbano no local Makriyianni, que data do Arcaico ao início da Atenas Cristã. Agora, essa descoberta precisava ser integrada ao Novo Museu a ser construído neste site.
Em 2000, a Organização para a Construção do Novo Museu da Acrópole anunciou um convite para uma nova licitação, realizada de acordo com as Diretrizes da União Européia. É este Concurso que se concretizou com a adjudicação do concurso de design a Bernard Tschumi com Michael Photiadis e seus associados e a conclusão da construção em 2007.
Hoje, o novo Museu da Acrópole tem uma área total de 25.000 metros quadrados, com espaço para exposições de mais de 14.000 metros quadrados, dez vezes mais do que o do antigo museu na Colina da Acrópole. O novo Museu oferece todas as comodidades esperadas em um museu internacional do século XXI.

arte: ontem e hoje

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PICHIAVO

PichiAvo (Pichi, n. 1977; Avo, n. 1985) é uma dupla de artistas de Valência (Espanha).
Reconhecidos por sua habilidade em criar conexões entre pintura e escultura em ambientes urbanos, adotam uma abordagem completamente inovadora em suas fusões artísticas. Uma combinação equilibrada de arte clássica e arte urbana mais contemporânea pode ser identificada em seus trabalhos. Desde o início, o PichiAvo evitou a individualidade artística, unindo forças para criar um corpo de trabalho absolutamente único, usando um idioma conceitualmente urbano, tanto na rua quanto no estúdio.
Eles treinaram em Belas Artes e Design e se conheceram na zona da arte do graffiti em Valência, formando a dupla PichiAvo em 2007. A partir desse momento, eles trabalharam no desenvolvimento de projetos conjuntos, buscando uma busca incessante por um estilo próprio. Para isso, passaram por vários estágios como pintores, concentrando-se inicialmente em habilidade e técnica, até chegar ao ponto de precisar se expressar através do que mais os define hoje: grafite e arte clássica. Eles trabalham fora e dentro do estúdio, em pintura, escultura e instalação, abraçando uma ampla e versátil gama de materiais e abordagens de pintura.
Desde 2015, o PichiAvo realiza projetos em alguns dos principais locais da arte urbana internacional, incluindo o lendário Houston Bowery Wall em Nova York (2017), onde foi a primeira intervenção de pintura de artistas europeus. Em 2019, eles criaram uma escultura monumental de 26 metros de altura para o festival Fallas em Valência e realizaram sua primeira grande exposição no centro cultural público de El Carme. Em abril de 2019, eles executaram o segundo maior mural do mundo na cidade do Porto, em colaboração com o célebre artista português Vhils.
A carreira de PichiAvo alcançou reconhecimento artístico, elogios da crítica e popularidade em escala internacional, estabelecendo-os entre os artistas de rua mais proeminentes no cenário atual da arte urbana

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