A ARTE RUPESTRE PELO MUNDO

vale do côa

Vila Nova de Foz Côa, PORTUGAL

O Parque Arqueológico do Vale do Côa situa-se na zona mais a Norte do distrito da Guarda, na região conhecida por Alto Douro. No troço final do rio Côa localizam-se mais de 80 sítios com arte rupestre e cerca de 1200 rochas gravadas.

Em consequência do reconhecimento do interesse patrimonial e cultural deste conjunto de achados, foi criado, em 10 de Agosto de 1996, o Parque Arqueológico do Vale do Côa com a missão de gerir, proteger, investigar e mostrar ao público a arte rupestre.

O Vale do rio Côa constitui um local único no mundo por apresentar manifestações artísticas de diversos momentos da Pré-História, Proto-história e da História, nomeadamente o mais importante conjunto de figurações paleolíticas de ar livre até hoje conhecido.A grande maioria dos motivos rupestres, de todas cronologias, localiza-se em rochas de xisto, aproveitando a forma como a evolução geológica do Baixo Côa expôs, como resultado de processos de encaixe fluvial e de fracturação tectónica, painéis verticais lisos próprios para a gravação. 

No entanto, no Núcleo de Arte Rupestre da Faia (Cidadelhe, Pinhel), podemos ainda hoje encontrar também gravuras e pinturas sobre granito. A existência destes abrigos graníticos permitiu a sobrevivência de motivos pintados, alguns de tempos paleolíticos. Assim, é correto afirmar-se que no Vale do Côa existem, em muito maior quantidade, gravuras rupestres, e, em menor número, pinturas rupestres.

ARTE: ONTEM E HOJE

GRUTA DO ESCOURAL

Montemor-o-Novo, PORTUGAL

Em 1963, durante os trabalhos de exploração de uma pedreira, surgia a Gruta do Escoural, um dos mais importantes vestígios de arte rupestre paleolítica existentes em Portugal.
Localizada no concelho de Montemor-o-Novo, a 3 km de Santiago do Escoural, a estação arqueológica, que adquiriu o nome desta freguesia, regista a ocupação humana neste território há cerca de 50 mil anos atrás.

As grutas são constituídas por uma grande sala e várias galerias que, à data da descoberta, continha uma necrópole datada do período do Neolítico Final. Os trabalhos arqueológicos ali realizados desvendaram vestígios de ocupações desde o Paleolítico Médio e Superior, destacando-se a rara arte rupestre nas paredes subterrâneas — representações de equídeos e bovinos com cerca de 20 mil anos.

GRUTA De altamira

Santillana del Mar, ESPANHA

A caverna Altamira é a representação máxima do espírito criativo do homem. Apresenta uma arte em grau de excelência. Técnicas artísticas (desenho, pintura, gravura), tratamento da forma e uso de suporte, formatos grandes e tridimensionais, naturalismo, abstração e simbolismo estão todos em Altamira.

Bisontes, cavalos, veados, mãos e sinais misteriosos foram pintados ou gravados durante os milênios em que a caverna Altamira foi habitada, entre 36.000 e 13.000 anos antes do presente. Essas representações se estendem por toda a caverna, mais de 290 metros, embora seja no Salão Policromático, onde estão concentradas em maior número.

As maiores representações são cavalos e bisontes com 125 a 170 cm de comprimento e uma corça com mais de dois metros. O contorno foi primeiro gravado e desenhado em preto com carvão; depois foram preenchidos com tinta vermelha ou amarelada. Em alguns bisontes, a mudança de coloração da barriga foi marcada com tinta preta ou o lápis de carvão foi usado para detalhar o cabelo ou a corcova. Além disso, a gravação foi usada nos olhos, chifres, pêlos do pescoço etc.

GRUTA De lascaux

Périgord, FRANÇA

A descoberta de Lascaux, em 1940, abriu uma nova página no conhecimento da arte pré-histórica e nossas origens. Além dessa maravilhosa fauna pré-histórica, há vários sinais enigmáticos inscritos nas paredes: pontos, linhas pontilhadas, flechas, triângulos e outros motivos geométricos. Em meio a tantas representações de animais e sinais indecifrados, vê-se uma única figura humana, feita com traços simples, inclinada na parede de um poço de oito metros de profundidade. Lascaux revela aos visitantes cerca de 1500 gravuras e seiscentos desenhos pintados em amarelo, castanho, vermelho e preto, representando touros, bisões, cavalos, auroques (ancestrais das nossas vacas), veados, cabritos-monteses, mamutes, felinos, uma rena, um urso e um rinoceronte.

Há indícios de que as imagens dos animais estavam associadas a rituais e cerimônias religiosas. Ao captar no desenho a forma ou o movimento de uma rena, de uma cavalo, de um auroque, os nossos a  caçadores-artistas acreditavam que estavam também capturando a alma desses animais, o que lhes facilitaria as caçadas seguintes. Mas se trata apenas de uma hipótese.

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