GRAFISMO NA IDADE DA PEDRA

APRESENTAÇÃO

Bem-vindos à época do Homem Pré-histórico: o Paleolítico (também conhecido pela Idade da Pedra).

Foi nesta época, em que os homens viviam em cavernas e ainda estavam a aprender a usar o fogo, que apareceram, há mais de 40 mil anos, os mais antigos vestígios de arte conhecidos no mundo: a chamada arte rupestre.

Para realizar essas pinturas, os homens primitivos usavam pequenos pedaços de madeira queimados, terra das mais diversas tonalidades, pigmentos coloridos retirados de raízes de árvores ou de sementes, e pintava com os dedos das mãos ou então utilizava os pêlos dos animais como pinceis. A gordura dos animais ou óleo das plantas eram utilizados para fixar o pó colorido na pedra.

A ARTE RUPESTRE PELO MUNDO

vale do côa

Vila Nova de Foz Côa, PORTUGAL

O Parque Arqueológico do Vale do Côa situa-se na zona mais a Norte do distrito da Guarda, na região conhecida por Alto Douro. No troço final do rio Côa localizam-se mais de 80 sítios com arte rupestre e cerca de 1200 rochas gravadas.

Em consequência do reconhecimento do interesse patrimonial e cultural deste conjunto de achados, foi criado, em 10 de Agosto de 1996, o Parque Arqueológico do Vale do Côa com a missão de gerir, proteger, investigar e mostrar ao público a arte rupestre.

O Vale do rio Côa constitui um local único no mundo por apresentar manifestações artísticas de diversos momentos da Pré-História, Proto-história e da História, nomeadamente o mais importante conjunto de figurações paleolíticas de ar livre até hoje conhecido.A grande maioria dos motivos rupestres, de todas cronologias, localiza-se em rochas de xisto, aproveitando a forma como a evolução geológica do Baixo Côa expôs, como resultado de processos de encaixe fluvial e de fracturação tectónica, painéis verticais lisos próprios para a gravação. 

No entanto, no Núcleo de Arte Rupestre da Faia (Cidadelhe, Pinhel), podemos ainda hoje encontrar também gravuras e pinturas sobre granito. A existência destes abrigos graníticos permitiu a sobrevivência de motivos pintados, alguns de tempos paleolíticos. Assim, é correto afirmar-se que no Vale do Côa existem, em muito maior quantidade, gravuras rupestres, e, em menor número, pinturas rupestres.

ARTE: ONTEM E HOJE

GRUTA DO ESCOURAL

Montemor-o-Novo, PORTUGAL

Em 1963, durante os trabalhos de exploração de uma pedreira, surgia a Gruta do Escoural, um dos mais importantes vestígios de arte rupestre paleolítica existentes em Portugal.
Localizada no concelho de Montemor-o-Novo, a 3 km de Santiago do Escoural, a estação arqueológica, que adquiriu o nome desta freguesia, regista a ocupação humana neste território há cerca de 50 mil anos atrás.

As grutas são constituídas por uma grande sala e várias galerias que, à data da descoberta, continha uma necrópole datada do período do Neolítico Final. Os trabalhos arqueológicos ali realizados desvendaram vestígios de ocupações desde o Paleolítico Médio e Superior, destacando-se a rara arte rupestre nas paredes subterrâneas — representações de equídeos e bovinos com cerca de 20 mil anos.

GRUTA De altamira

Santillana del Mar, ESPANHA

A caverna Altamira é a representação máxima do espírito criativo do homem. Apresenta uma arte em grau de excelência. Técnicas artísticas (desenho, pintura, gravura), tratamento da forma e uso de suporte, formatos grandes e tridimensionais, naturalismo, abstração e simbolismo estão todos em Altamira.

Bisontes, cavalos, veados, mãos e sinais misteriosos foram pintados ou gravados durante os milênios em que a caverna Altamira foi habitada, entre 36.000 e 13.000 anos antes do presente. Essas representações se estendem por toda a caverna, mais de 290 metros, embora seja no Salão Policromático, onde estão concentradas em maior número.

As maiores representações são cavalos e bisontes com 125 a 170 cm de comprimento e uma corça com mais de dois metros. O contorno foi primeiro gravado e desenhado em preto com carvão; depois foram preenchidos com tinta vermelha ou amarelada. Em alguns bisontes, a mudança de coloração da barriga foi marcada com tinta preta ou o lápis de carvão foi usado para detalhar o cabelo ou a corcova. Além disso, a gravação foi usada nos olhos, chifres, pêlos do pescoço etc.

GRUTA De lascaux

Périgord, FRANÇA

A descoberta de Lascaux, em 1940, abriu uma nova página no conhecimento da arte pré-histórica e nossas origens. Além dessa maravilhosa fauna pré-histórica, há vários sinais enigmáticos inscritos nas paredes: pontos, linhas pontilhadas, flechas, triângulos e outros motivos geométricos. Em meio a tantas representações de animais e sinais indecifrados, vê-se uma única figura humana, feita com traços simples, inclinada na parede de um poço de oito metros de profundidade. Lascaux revela aos visitantes cerca de 1500 gravuras e seiscentos desenhos pintados em amarelo, castanho, vermelho e preto, representando touros, bisões, cavalos, auroques (ancestrais das nossas vacas), veados, cabritos-monteses, mamutes, felinos, uma rena, um urso e um rinoceronte.

Há indícios de que as imagens dos animais estavam associadas a rituais e cerimônias religiosas. Ao captar no desenho a forma ou o movimento de uma rena, de uma cavalo, de um auroque, os nossos a  caçadores-artistas acreditavam que estavam também capturando a alma desses animais, o que lhes facilitaria as caçadas seguintes. Mas se trata apenas de uma hipótese.

arte: ontem e hoje

VHILS

O artista português Alexandre Farto interage visualmente com o ambiente urbano sob o nome de Vhils desde seus dias como prolífico escritor de graffiti no início dos anos 2000.

A sua inovadora técnica em baixo-relevo foi aclamada como uma das abordagens mais convincentes para a arte criada nas ruas na última década.

Essa forma impressionante de poesia visual, exibida em todo o mundo em ambientes internos e externos, foi descrita como brutal e complexa, mas imbuída de uma simplicidade que fala do núcleo das emoções humanas. Reflexão permanente sobre identidade, sobre a vida nas sociedades urbanas contemporâneas e seus ambientes saturados, explora temas como a luta entre as aspirações do indivíduo e as demandas da vida cotidiana, ou a erosão da singularidade cultural diante do modelo dominante do desenvolvimento globalizado e da realidade cada vez mais uniforme que impõe em todo o mundo. Fala de apagamento, mas também de resistência, de destruição e também de beleza nesse cenário avassalador, explorando as conexões e contrastes, semelhanças e diferenças entre as realidades global e local.

Vhils cresceu no Seixal, um subúrbio industrializado do outro lado do rio, em Lisboa, capital de Portugal, e foi profundamente influenciado pelas transformações provocadas pelo intenso desenvolvimento urbano em que o país passou nas décadas de 1980 e 1990. Ele ficou particularmente inspirado pela maneira como as muralhas da cidade absorvem as mudanças sociais e históricas que ocorrem ao seu redor. Aplicando seus métodos originais de destruição criativa, Vhils escava as camadas superficiais de nossa cultura material como um arqueólogo urbano contemporâneo, expondo o que está além da superficialidade das coisas, tornando visível o significado e a beleza invisíveis e restauradores às dimensões descartadas enterradas abaixo.

Desde 2005, ele apresenta seu trabalho em mais de 30 países em todo o mundo, em exposições individuais e coletivas, intervenções artísticas específicas do local, eventos e projetos artísticos em vários contextos - desde o trabalho com comunidades nas favelas do Rio de Janeiro até colaborações com instituições de arte de renome, como a Fundação EDP (Lisboa), o Centre Pompidou (Paris), o Barbican Center (Londres), o CAFA Art Museum (Pequim) ou o Museu de Arte Contemporânea de San Diego (San Diego), entre outros. Um experimentalista ávido, Vhils tem desenvolvido sua estética pessoal em uma variedade de mídias, além de sua técnica de escultura: da pintura em estêncil à gravura em metal, de explosões pirotécnicas e vídeos a instalações esculturais.

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