GRAFISMO NA IDADE DOS METAIS

E chegamos à Idade dos Metais!

A grande evolução que podemos identificar, à chegada a esta fase, é a descoberta da utilização dos metais.

Sabem…tenho uma vaga memória de como que esta descoberta foi feita…lembro-me que aconteceu por acaso e… acho que vou partilha-la convosco:

Certo dia, um oleiro, ao procurar outro tipo de materiais para construir as suas peças cerâmicas, descobriu, por um mero acaso, fragmentos de ouro e cobre. Curioso, decidiu colocar aquelas pedras coloridas no forno para ver como elas reagiam. Foi então que ele descobriu que aqueles materiais, a altas temperaturas, ficava num estado líquido, meio pastoso e, à medida que ia arrefecendo, adquiria a forma do objeto onde estavam colocados. Quando o oleiro pôde, por fim, tocar-lhes viu que este material era ainda mais duro que a pedra mas que, com a ajuda, por exemplo, de um martelo, conseguia moldar-lo na forma que pretendia.

Como não percebeu de imediato o valor da sua descoberta, o Homem, no início utilizava aqueles novos materiais apenas para fazer peças decorativas: anéis, pulseiras, brincos, etc. Só mais tarde começou a usar estes materiais na construção de armas mais resistentes e poderosas.

Foi assim que apareceu o 1º metalúrgico, o “artista” ou “artesão” que aprendeu a trabalhar os metais e dar-lhe novas formas.

E, como ele é um ser muito curioso e ambicioso decidiu que iria descobrir cada vez mais…

E assim ele foi, à procura de novos materiais e de novas formas de trabalhar os metais. E é numa dessas experiências que o Homem descobriu o bronze, numa altura em que decidiu juntar dois tipos de metais: o estanho e o cobre. Uma boa centena de anos depois descobre o ferro, o mais resistente de todos os metais que até então havia trabalhado e o mais utilizado, a partir daí, no fabrico de armas.

Para trabalhar os metais e dar-lhes formas mais definidas, o Homem inventou os moldes…sabem como funcionam?

Então é assim: primeiro, o homem fazia uma forma em barro, nessa forma criava o molde com o desenho do objeto que pretendia criar, por exemplo, uma chave. De seguida, o metal derretido era colocado dentro desta forma. Depois de arrefecido o metal, a forma era quebrada e ficava-se então com o objeto criado no molde de barro, neste caso, uma chave em metal. Giro, não?

Nos nossos dias ainda há quem trabalhe desta forma…há coisas que não mudam, mesmo com o passar dos anos…

Com essa técnica do molde, o Homem aprendeu a fazer todo o género de objetos:

Armas: pontas de lanças, de machados, punhais, espadas… Peças decorativas e de uso doméstico: pratos, vasos, taças, copos… Objetos de adorno e de arte: anéis, pulseiras, medalhões, gargantilhas, brincos, pequenas estatuetas, pentes… Era só colocar a imaginação a trabalhar e…criar!... criar… e criar…

E com as suas criações o Homem continuou a evoluir…a inventar coisas novas...e a ficar cada vez mais ambicioso e com ideias cada vez maiores, não só em criatividade mas também…em tamanho!!! Essa grandiosidade foi bem visível na época que iremos visitar de seguida…

Vamo-nos preparar para mais uma viagem à velocidade…da LUZ?

FAMALICÃO: HISTÓRIA MILENAR

vILA NOVA DE FAMALICÃO

O território que hoje é Vila Nova de Famalicão demarca-se com uma história milenar com evidências históricas e patrimoniais datadas de tempos pré-históricos, mais especificamente a partir da Idade dos Metais com destaque para a Idade do Cobre ou Calcolítico, como é patente no acervo do Gabinete de Arqueologia do município7. Com efeito, os vestígios da presença do Homem no concelho de Vila Nova de Famalicão remontam à Idade do Cobre (3.300 - 1.200 a.C.), com destaque para a mamoa de Vermoim, passando pela Idade do Ferro (3.300 - 700 a.C.) com a presença de castros de plantas circulares no cimo dos montes, providos de “sistema defensivo” mas também “manifestando relações mercantis com outros povos de Entre-Douro-e-Minho” (Mota, 2005: 10).

A IDADE DO METAL PELO MUNDO

CENTRO INTERPRETATIVO DE S. LOURENÇO

Esposende, PORTUGAL

Em 1963, durante os trabalhos de exploração de uma pedreira, surgia a Gruta do Escoural, um dos mais importantes vestígios de arte rupestre paleolítica existentes em Portugal.
Localizada no concelho de Montemor-o-Novo, a 3 km de Santiago do Escoural, a estação arqueológica, que adquiriu o nome desta freguesia, regista a ocupação humana neste território há cerca de 50 mil anos atrás.

As grutas são constituídas por uma grande sala e várias galerias que, à data da descoberta, continha uma necrópole datada do período do Neolítico Final. Os trabalhos arqueológicos ali realizados desvendaram vestígios de ocupações desde o Paleolítico Médio e Superior, destacando-se a rara arte rupestre nas paredes subterrâneas — representações de equídeos e bovinos com cerca de 20 mil anos.

Túmulo de Kiviks

Kivik, SUÉCIA

Nos arredores de Kivik, encontramos o Túmulo da Idade do Bronze, o Túmulo de Kiviks, também chamado Kungagraven. É um impressionante monumento a túmulos, com cerca de 75 metros de diâmetro desde que foi construído. Tanto no design quanto a cobertura, o túmulo de Kiviks difere de outros túmulos da Idade do Bronze da Europa do Norte. O túmulo de Kiviks é o maior túmulo da Idade do Bronze da Suécia. Dentro da câmara funerária de 3-4 metros de comprimento, existem oito grandes pedras decoradas com esculturas de rodas solares, navios, machados, carruagens, animais, pessoas etc.

MUSEU NEUES

Berlim, ALEMANHA

O 'Museu de Pré-História e História Antiga' de Berlim leva os visitantes a um passeio pelas eras mais antigas da história da humanidade. Com suas coleções exclusivas sobre a pré-história e a história antiga da Europa e regiões próximas da Ásia, o museu consegue traçar vividamente as principais linhas de desenvolvimento da história europeia inicial, usando peças originais impressionantes. Entre a Idade do Bronze e a Idade do Ferro, os visitantes podem embarcar numa jornada muito especial: uma "máquina do tempo" que leva os visitantes numa viagem a uma paisagem fluvial, onde podem observar os seus habitantes ao longo dos milênios. Os seres humanos e seu ambiente natural vivem em profunda simbiose entre si, e os arqueólogos agora são capazes não apenas de datar a origem dos objetos, mas também do impacto da humanidade sobre o meio ambiente e vice-versa.

Museu Britânico

londres, INGLATERRA

A Idade do Ferro foi uma época de mudanças dramáticas para o povo da Grã-Bretanha e da Europa.
O ferro substituiu o bronze como material usado para fazer ferramentas e armas, enquanto religião, arte, vida cotidiana, economia e política mudaram drasticamente.
A história dessas civilizações (conhecidas pelos gregos e romanos como bretões, celtas, alemães e ibéricos) e suas distintas culturas materiais é contada através de artefatos decorados da Idade do Ferro conhecidos como 'Arte Celta' e mais objetos do cotidiano.

arte: ontem e hoje

hazul

Hazul (1981), artista autodidata, tem o Porto como berço e as suas velhas ruas como cenário de crescimento artístico. As primeiras intervenções no espaço público surgem em 1997 sob o pseudónimo de Pong 02, época em que descobre o movimento Hip Hop e mais específicamente o graffiti. O desenho de letras foi o grande foco durante alguns anos mas o tempo levou-o a explorar outros caminhos. A partir de 2008, após consolidar a linguagem e estabelecer um rumo objectivo para a sua obra, assume o nome actual de Hazul. As criações surgem agora com uma dimensão mais onírica e simbólica, onde a relação entre o orgânico e o geométrico, entre seres e objetos ou entre o material e o etéreo é recorrentemente abordada. As linhas fortes fazem com que o desenho sobressaia sobre manchas ordenadas e por vezes flutuantes. Notam-se influências da arte primitiva, das antigas civilizações ou de povos tribais, resultando numa linguagem universal e intemporal. O seu trabalho continua a ter a rua como cenário principal, mantendo esse constante diálogo entre o mundo contemporâneo e o ancestral. Além das paredes usa também telas, papéis e objectos encontrados como meios para se expressar.

oficina

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