GRAFISMO NA IDADE MÉDIA

E é então que entramos na Idade Média…e que começa, aos poucos, a cultura romana a desaparecer.

Sabem…estes novos povos que estavam agora a invadir o território romano tinham uma visão completamente diferente do que era a Cultura e a Arte. Como eles eram um povo que andavam de terra em terra sempre a conquistar novos territórios, não tinham como hábitos culturais a construção de grandes edifícios de arquitetura ou a criação de esculturas de seres superiores, como os Deuses, como tinham os egipcíos, os gregos e os romanos. Para eles a arte apenas servia para decoração e eram, na sua maioria, objetos de enfeite pessoal, como por exemplo: fios, pulseiras, fivelas, brincos…

E com o Império Romano a perder força devido às invasões, a Igreja começa aos poucos a ganhar poder sobre quase tudo…não se esqueçam que estamos numa época em que a religião Cristã, ou o Cristianismo está a ganhar muita força e a Igreja era considerada uma representação de Deus na terra. Tinha muito poder!

Assim, no que diz respeito à Arte, a Igreja passou a ter um papel decisivo. Eram os elementos que pertenciam à Igreja (o chamado Clero) que contratavam agora os artistas: vitralistas, decoradores, escultores e pintores para decorar as suas igreja e catedrais, os únicos edifícios que agora se construiam.

A esta arte decorativa das igrejas chamamos Arte Medieval.

E vocês sabem qual era a principal função desta arte decorativa?

Servia para contar histórias…

Pois é! Para quem não sabe, na Idade Média poucas eram as pessoas que sabiam ler. Não era como agora que todos vão à escola! Só os membros do Clero e da Nobreza podiam aprender a ler e a escrever.

Então, como naquela altura a Igreja queria que todos seguissem o caminho do cristianismo (e não se esqueçam que era ela que mandava), recorriam à arte para contar e ensinar ao povo a história de Deus e da Bíblia.

Por essa razão é comum entrarmos numa igreja ou numa catedral e vermos pinturas (especialmente murais), vitrais e esculturas com passagens da Bíblia a decorar quase todo o edifício. Os murais eram feitos com uma técnica que já falamos, os frescos, lembram-se? Desenhos feitos em paredes revestidas de cal? E onde a figura de Deus era representada sempre em maior escala (parecido com a técnica dos egípcíos para representar os seus Deuses, também estão lembrados?). As esculturas eram simples, meras imitações, com completa ausência representativa de movimento que adornavam fachadas e pórticos das igrejas e catedrais. Havia também muitas peças decorativas e talhas em tons de dourado para mostrar a beleza e a grandiosidade desta religião.

Aliás, a grandiosidade é logo mostrada no tamanho destes edifícios…eram enormes construções em pedra, com tetos em forma de abóbadas e grandes arcos e colunas nas entradas…sabiam que havia quem lhes chamasse “Fortalezas de Deus”?

Mas o que mais me fascina na arte medieval são os vitrais!

Aquelas enormes janelas envidraçadas com desenhos de passagens bíblicas cheias de cor! São lindas, não acham?

E sabem porque é que eu gosto tanto de vitrais? Porque a sua beleza aumenta com a minha presença! Sim, comigo…a luz!

A beleza dos vitrais, as suas cores e os seus desenhos, não passavam despercebidas e despertavam a curiosidade das pessoas em relação às histórias nelas contadas em forma de ilustração. Foi mais uma forma que o Clero arranjou de atrair a população às igrejas, com adornos e formas jamais então vistas.

E a verdade é que os vitrais tinham uma enorme importância naquela época. Achava-se que aquelas janelas enormes, coloridas e iluminadas, era um género de portal entre este mundo e outro e que a luz que por elas passava, afastava todo o mal…

Grande responsabilidade para um vitral, não acham!

Para terminar esta fase, a da Idade Média, vou-vos falar das Iluminuras. Alguém sabe o que é?

As Iluminuras eram um género de livros onde os monges e escribas da Idade Média copiavam as palavras do Evangelho e textos religiosos importantes. Esta escrita era feita em pergaminhos (para quem não sabe, os pergaminhos eram feitos de pele de animais e eram utilizados como nós utilizamos agora as folhas de papel) e os monges e escribas escreviam com a ajuda de uma…alguém sabe? De uma pena! E como é que eles conseguiam escrever com uma pena? Fácil! Eles usavam a ponta da pena, a qual mergulhavam em tinta, e depois conseguiam escrever como se fosse uma caneta. Criativos, não acham?

As Iluminuras eram então muito importantes para a Igreja, porque era a palavra de Deus que lá estava transcrita. E como eram muito importantes, e a Igreja gostava de embelezar tudo aquilo que dizia respeito a Deus, eles acharam por bem adornar estas escrituras. Para isso os monges ilustravam os pergaminhos com pinturas belíssimas, desenhavam e escreviam na perfeição as letras e decoravam as páginas com folha de ouro e prata o que fazia com que estas escrituras se “iluminassem” quando vistas à luz. Daí o nome “Iluminuras”. Giro, não?

Bem, estamos mesmo a terminar este período da Idade Média e como podem concluir, aqui, Deus era o centro de tudo e a Igreja tinha autoridade e poder máximo…

Mas os tempos iriam mudar e o centro das atenções também…

Vamos dar mais um saltinho (pequeno) no tempo e vamos até à época do Renascimento e do Barroco.

famalicão na idade média

Mosteiro de Santa Maria de Landim

O Mosteiro de Santa Maria de Landim, também chamado de Santa Maria dos Anjos, tem as suas origens no século XII. As construções que compõem o conjunto do Mosteiro e da antiga Igreja monástica, convertida hoje em paroquial, distribuem-se pelo parque e pela cerca, onde se localiza a Casa do Paço, junto do antigo recinto do Jogo da Pela, e cujo extremo sul, do lado oeste, confina com uma pequena construção religiosa. A Igreja e o Mosteiro sofreram em finais da primeira metade do séc. XVI, profundas alterações.

Ponte de Lagoncinha

A Ponte da Lagoncinha, situada na zona sul do concelho, na freguesia de Lousado sobre o Rio Ave, é um notável exemplo de ponte românica, quer em termos de engenharia, quer a nível histórico, sendo um elemento patrimonial de primeiro plano no concelho e mesmo no país. Foi em 1952 e 1953, objecto de obras relevantes de preservação, efectuadas pela Direcção Geral de Edifícios e Monumentos Nacionais. É uma ponte com tabuleiro de perfil horizontal, com duas rampas, sobre 6 arcos desiguais, uns com arco de volta redonda e outros quebrados. Tem sistematicamente contrafortes com talhamares triangulares e talhantes quadrangulares. As guardas são de cantaria de granito e o pavimento é com lajes também em granito. Na zona envolvente do imóvel é de destacar a Capela de S. Lourenço do Séc. XVIII e o cruzeiro, assim como as Alminhas de Nº Senhor dos Aflitos.

Igreja de São Tiago de Antas

A Igreja de São Tiago de Antas é um edifício cuja época de construção se situa nos séculos XIII e XIV, arquitectura religiosa românica de transição para o gótico. De planta simples com uma só nave e capela-mor quadrangular. A sua decoração é tardia e de inspiração local, o arco cruzeiro tem modinatura gótica, assenta em quatro colunas, duas de cada lado, com grandes capitéis, cujo cesto, torneado, pertence a esse mesmo estilo, bem como a técnica alto-revelada com que são esculpidos os temas que os decoram: aves - duas a beberem pelo mesmo cálice, duas devorando cada uma a sua presa; motivos geométricos; folhagens; quadrúpedes enfrentados. O tecto da capela-mor é de caixotões, com decoração a ouro, e o altar tem nos socos das colunas quatro imagens dos Evangelistas. As paredes laterais da capela-mor estão revestidas com azulejos.

A idade média PELO MUNDO

transferir.jpg

museu nacional de arte antiga

Lisboa, PORTUGAL

Criado em 1884, habitando, há quase 130 anos, o Palácio Alvor e cumprindo mais de um século da atual designação, o MNAA-Museu Nacional de Arte Antiga alberga a mais relevante coleção pública portuguesa, entre pintura, escultura, ourivesaria e artes decorativas, europeias, de África e do Oriente.
Composto por mais de 40 000 itens, o acervo do MNAA compreende o maior número de obras de Pintura, Escultura e Artes Decorativas, classificadas pelo Estado como “tesouros nacionais”. Engloba também, nos diversos domínios, obras de referência do património artístico mundial.
Herança da História (com realce para as incorporações dos bens eclesiásticos e dos provenientes dos palácios reais), a coleção do Museu Nacional de Arte Antiga foi sendo engrandecida por generosas doações e importantes compras, ilustrando, em patamar de objetiva excelência, o que de melhor se produziu ou acumulou em Portugal, nos domínios acima enunciados, entre a Idade Média e os alvores da Contemporaneidade.
Parceiro incontornável na atividade museológica internacional, ao MNAA pertence, historicamente, a dignidade de museu nacional normal: o que define a norma, as boas práticas, em acordo, uma vez mais, com os padrões internacionais, seja em matéria de conservação e de museografia, seja no âmbito do seu serviço de educação, pioneiro no País.

Museu Cluny 1.jpg

Museu Cluny 

Paris, FRANÇA

O Museu Nacional da Idade Média de Paris, mais conhecido como Museu Cluny, contém uma das coleções de arte e artesanato medieval mais completas do mundo.

As exposições do museu são compostas por uma enorme variedade de objetos antigos, entre os quais se destacam as coleções de tapeçarias, marfins e esculturas.

Apesar de a coleção do museu estar integrada por mais de 23.000 obras e objetos, no peculiar edifício medieval são expostos apenas 2.300 deles. Entre os objetos em exposição se destacam alguns vitrais, lápides, armas, relicários ou escudos, embora o elemento estrela do museu sejam as tapeçarias da Dama e o Unicórnio, que datam do século XV.

Além das coleções, muito especiais e diferentes dos outros museus, também o edifício medieval o é. Além disso, as termas que formam parte do Museu Cluny são uma das construções da Antiguidade mais valiosas que se conservam em Paris.

Museu Bizantino e Cristão

Atenas, GRÉCIA

O Museu Bizantino e Cristão, com sede em Atenas, é um dos mais importantes museus do país e internacionalmente para a arte e cultura do tempo bizantino e pós-bizantino. Possui mais de 25.000 objetos, organizados em coleções, que datam do século III ao XX e provêm principalmente da área grega, da Ásia Menor e dos Balcãs.

hagia-sophia1.jpg

catedral HOPIA SOPHIA

Instambul, TURQUIA

Hagia Sophia, com uma arquitetura inovadora, rica em história, de significado religioso e com características extraordinárias, luta contra o tempo há séculos, é a maior igreja romana do leste de Istambul. Construída três vezes no mesmo local, é a catedral mais antiga e com a construção mais rápida do mundo. Com suas cúpulas de tirar o fôlego que parecem pairar no ar, colunas de mármore monolíticas e mosaicos incomparáveis, é uma das maravilhas que fascina as pessoas. O seu design arquitetônico é impressionante, mas também os seus mosaicos dourados, prateados, de vidro, de terracota e de pedra colorida, como os mosaicos originais do tecto (século VI) com motivos florais e geométricos . 

arte: ontem e hoje

manny3.jpg

Manny Vega

Manny Vega é um pintor americano, ilustrador, gravador, muralista, mosaico e cenógrafo. Seu trabalho retrata a história e as tradições da diáspora africana que existem nos Estados Unidos, no Caribe e na América Latina.
Vega nasceu em Bronx, Nova York, em 1956. Ingressou no coletivo de artistas Taller Boricua em 1979, onde estudou até 1986. Durante esse tempo também era aluno do gravador do Harlem Robert Blackburn na sua oficina de gravura de 1980-1990.
Entre os projetos de arte pública da Vega, está um mural de mosaico no Pregones Theatre, no Bronx, um retrato de Julia De Burgos no East Harlem, uma série de painéis de mosaico para a estação ferroviária de 110 ruas e uma série de murais pintados de toda a cidade de Nova York.

Por muitos anos, Vega ensinou artes visuais para organizações como o Museu do Bairro , o Museu Solomon R. Guggenheim , o Museu Americano de História Natural e o Centro Cultural do Caribe. Expôs extensivamente nos Estados Unidos, Porto Rico e Brasil.
Vega criou cenografias e figurinos para o DanceBrazil e o The American Place Theatre .
Como membro do templo afro-brasileiro conhecido como "Ile Iya Omi Ase Iya Masse", os seus talentos criativos foram utilizados para criar alguns dos trajes e acessórios rituais mais elaborados. O seu trabalho foi documentado pelo Museu Fowler da UCLA, o Smithsonian e também pelo Dartmouth College como também no livro Miçangas, Corpo e Alma: Arte e Luz no Universo Iorubá, e O Artista Iorubá .
Seu foco atual é criar uma série de projetos em mosaicos, com base no estudo da fabricação clássica de mosaicos bizantinos, para adotar esse estilo nas imagens modernas, no qual ele chama de "Hip Hop bizantino". 

oficina

  • Facebook
  • YouTube
  • Instagram

Rua Dr. Francisco Alves 1058 ,  4770-435  Requião ,  Vila Nova de Famalicão , Portugal     |    geral@acasaaolado.com    |    252 115 448 -  934 841 129