GRAFISMO NO NEOCLASSICISMO/ROMANTISMO

Surgem assim, os neoclássicos, pensadores que seguem fervorosamente os ideais dos Iluministas.

Homens da ciência e com uma confiança ilimitada na razão e pensamento humano, os Iluministas consideram que o Mundo está a viver um período escuro e precisa de ser “iluminado”, e eles acham que é através do conhecimento científico que vão alcançar essa luz: “o escuro (o mal) é a ignorância e a luz (a ciência) é o conhecimento”.

Sabiam que esta foi uma das razões porque o séc. XVIII ficou conhecido por ser o “Século das Luzes”?

É com estes ideiais iluministas que uma nova e fortalecida burguesia adere a um novo estilo batizado de Neoclassicismo.

Para vos explicar melhor o que é o neoclassicismo vamos dividir esta palavra em duas partes. Temos então a palavra “neo” que significa “novo” e “classicismo” que vem da palavra “clássico”.

Juntando dá “o novo clássico”. Então o Neoclassicismo é um período artístico que vai buscar a inspiração aos ideais da arte clássica greco-romana: a simplicidade, a procura da beleza eterna, a harmonia...

Pausa...

Quem se lembra de eu ter falado na Sala Roma sobre Pompeia, uma cidade que ficou totalmente debaixo das cinzas de um Vulcão?

Se bem se lembram falei também que passados uns 300 anos um grupo de pessoas descobriram essa cidade e, para seu espanto, tudo estava praticamente igual ao que era na altura da erupção do vulcão.

Pois é...foi nesta altura. Estavamos então no ano de 1783, em pleno séc. XVIII. A arqueologia estava na moda e com esta descoberta feita em Pompeia os artistas deste século perceberam a visão do que era a Arte naquela época, conceito esse que os fascinou. E o fascínio era tão grande que a arte antiga tornou-se um objeto de estudo apaixonado pelos artistas do neoclássico, que queriam perceber melhor a arquitetura, a pintura e a escultura daquela época. Com essa paixão foram começando a imitar uma grande parte dessas técnicas sempre em busca do equilíbrio e simplicidade da arte antiga.

Assim começaram a aparecer na arte neoclássica pinturas onde é visível o equilíbrio no uso das cores e o uso do desenho com um traço exato que se subrepunha à própria pintura, e também esculturas trabalhadas em mármore branco que permitia ao artista dar uma imagem de pureza à sua arte...tudo era muito bem pensado e executado.

Era uma visão da arte muito clássica que exigia, assim como na antiga Grécia, uma série de regras que teriam de ser seguidas pelos artistas, regras essas que eram dadas nas escolas de Artes, as chamadas Academias, e passadas de mestre para aluno.

Esta forma mais rígida de ver e trabalhar a Arte terminou em finais do séc. XVIII quando outros pensadores, com ideias mais românticas do Mundo, iniciaram uma nova época artística com o Romantismo.

Para estes artistas o mais importante era a valorização do “eu”, do Ser individual, da liberdade de criação e de expressar livremente as suas emoções. Assim, os artistas do romantismo queriam libertar-se das regras das escolas de arte e focar toda a sua atenção na sua personalidade e liberdade de expressão…pintar o que sentiam, o que gostavam…sem regras!

Mas sabem o que aconteceu com toda esta liberdade?

Tornou-se um pouco difícil definir em termos de técnicas e tema o período do Romantismo. Cada artista pintava as suas emoções, aquilo que sentia ao ver determinada paisagem, rosto, animal…

E vocês já experimentaram observar uma pintura do estilo romântico?

É que dizem que uma pintura romântica deve ser contemplada, observada com tempo  e cuidado e quem a vê acaba por dar um significado à pintura consoante o que está a sentir no momento, tristeza, alegria, dor, paixão…

Isto é muito engraçado e mostra o quanto nós, seres humanos, somos diferente e temos diferentes formas de ver, ler e interpretar o Mundo!

Mas vamos simplificar…apesar de nesta época não haver um tema definido podemos dizer, mesmo assim, que os mais utilizados nesta época, os mais frequentes eram os retratos, as paisagens e os acontecimentos históricos. Eram obras focadas na emoção, na fantasia, no sonho e na originalidade…e nestas pinturas, ao contrário do que acontecia no período neoclássico, a cor subrepunha-se ao desenho, dando à pintura um efeito mais livre e emocional. Os materiais que os artistas desta época utilizavam para dar este efeito às suas pinturas eram os óleos e as aguarelas.

Tanto poderia ainda ser dito sobre esta época...mas temos de terminar! E, em jeito de desfecho de mais uma época artística cheia de novas ideias e conceitos, não posso deixar de referir que as pinturas do período romântico do séc. XVIII eram pinturas que davam destaque a um elemento muito especial (modéstia à parte!)...que era...a mim! A LUZ!

Aliás, o uso da luz serviu de base para as obras dos impressionistas…os próximos artistas de quem vos vou falar!

 famalicão no neoclassicismo

fachada da igreja de s. julião

fachada da igreja santa marinha da portela

A ARTE do neoclassicismo/romantismo  PELO MUNDO

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museu nacional soares dos reis

Porto, PORTUGAL

O Museu Nacional Soares dos Reis está instalado no Palácio dos Carrancas, que foi residência de Manuel Mendes de Morais e Castro, na freguesia de Miragaia, na cidade e Distrito do Porto, em Portugal. Trata-se de um museu de belas artes, artes decorativas e arqueologia.
O acervo do museu contabiliza mais de 13000 peças, das quais cerca de 3000 correspondem a desenho e pintura. As restantes distribuem-se por coleções de escultura, gravura, artes decorativas (mobiliário, faiança, porcelana, vidros, ourivesaria, joalharia, têxteis) e coleções arqueológicas.

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museu do louvre

Paris, FRANÇA

Uma visita ao Louvre e suas coleções permite que os visitantes descubram a arte ocidental da Idade Média a 1848, bem como um grande número de civilizações antigas. No entanto, também oferece outra história para explorar. O grande palácio que abriga o museu, que remonta ao final do século XII, é uma verdadeira lição de arquitetura: de 1200 a 2011, os arquitetos mais inovadores construíram e desenvolveram o Louvre. Por muito tempo a sede do poder, esta residência real também abrigou chefes de estado franceses até 1870 e é um dos principais cenários da história de Paris e da França.

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MUSEU NACIONAL DO PRADO

Madrid, ESPANHA

O Museu Nacional do Prado, desde que foi inaugurado em 1819 e ao longo de sua história centenária, cumpriu a alta missão de preservar, exibir e enriquecer todas as coleções e obras de arte que, estreitamente ligadas à história da Espanha , constituem uma das mais altas manifestações da expressão artística de reconhecido valor universal.

museu metropolitano de arte

Nova Iorque, E.U.A.

O Museu Metropolitano de Arte, conhecido informalmente como The Met, é um museu de arte localizado na cidade de Nova Iorque, Estados Unidos, sendo um dos mais visitados museus do planeta.
Fundado em 13 de abril de 1870, foi aberto ao público em 20 de fevereiro de 1872. É um dos maiores e mais importantes museus do mundo e abriga uma importante coleção de pintura europeia dos séculos XII-XX e obras da arte antiga (grega, romana, egípcia e assírio-babilónica) e oriental. Estão também expostas nas suas salas pinturas e esculturas de artistas norte-americanos. São muito importantes as secções dedicadas a instrumentos musicais, armas e indumentária.
O museu foi designado, em 24 de junho de 1986, um edifício do Registro Nacional de Lugares Históricos bem como, na mesma data, um Marco Histórico Nacional.
Em 2012 foi o segundo museu mais visitado do mundo, com 6 115 881 visitas

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arte: ontem e hoje

Eric Skotnes

Eric Skotnes é um artista de rua de Los Angeles que cria obras inspiradas no neoclassicismo, levando personagens relacionados ao mundo da escultura e da história da arte em geral. Seus murais são retrabalhados de maneira contemporânea e pop, geralmente caracterizados pelas cores azul elétrico e verde brilhante, mantêm detalhes como as imagens originais, brincam com claro-escuro.

Aqueles que parecem personagens distantes do nosso imaginário são atualizados, tornando-se parte integrante da arquitetura e do contexto urbano.

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