• LABIRINTO das ARTES

Das Oficinas do Labirinto para o Theatro Circo de Braga

Serviço educativo do Theatro Circo promoveu, pela primeira vez, uma Oficina de Cinema para jovens entre os 13 e os 16 anos. Todos são unânimes e querem repetir a experiência.

O convite do Theatro Circo era criar um filme. Ou um trailer. Tudo feito a partir de um telemóvel ou tablet. E assim foi. Dez jovens aceitaram o desafio e participaram, até ontem, na Oficina de Cinema, que se realizou pela primeira vez direccionada a jovens entre os 13 e os 16 anos. Inspirados no filme de Wes Anderson, ‘O Grande Hotel de Budapeste’, Rita Fonseca e Rui Oliveira, do Centro Artístico - A Casa ao Lado, guiaram os mais novos e o resultado “não podia ser melhor”.


“O feedback dos jovens foi muito positivo. Tínhamos expectativas, mas foram superadas porque eles trouxeram muito entusiasmo e personalidade que era isso que também queríamos”, assumiu a responsável da oficina, Rita Fonseca, acreditando que, no futuro, teremos “bons realizadores e bons actores”, porque a “maior parte mostrou muito gosto e vontade de fazer algo bonito”.


Perante o percurso e o resultado da oficina, Rita Fonseca foi peremptória: “faz todo o sentido continuar esta oficina direccionada para jovens dos 13 aos 16 anos. Os participantes mostraram-se muito interessados e temos muito espaço e narrativa para contar tanto no Museu Nogueira da Silva como no Theatro Circo. Acho que é uma óptima ideia para repetir”.


Sem orçamento e efeitos especiais, os mais novos “perceberam que têm que se coordenar, que podem, através da forma como criam os planos, contar uma história melhor ou pior, que podem usar a câmara para direccionar o público e que têm que trabalhar em equipa e estar todos a 100% para o produto final estar a 100%”, sublinhou.


Para uns foi uma surpresa, já que descobriram dons que desconheciam. Para outros foi o confirmar do gosto que têm pelo “melhor dos dois mundos”. Do Gonçalo Faria, que vestiu a pele do Lobby Boy, passando pela jovem Joana Rodrigues que encarnou a personagem de Agatha, uma confeiteira, ou do Pedro Rodrigues que escolheu ser o vilão da história, todos foram unânimes e gostaram da experiência vivida nos últimos três dias. Alguns até querem mesmo seguir a área do cinema e da edição.


Entre as paredes do Theatro Circo e o jardim do Museu Nogueira da Silva, os mais jovens entraram no mundo do cinema. Aprenderam as noções básicas da estrutura de um filme, conheceram a história de Gustave H, ‘concierge’ num luxuoso hotel, que se tornou célebre pela sua habilidade de satisfazer os hóspedes mais exigentes. Durante três dias, os participantes tiveram ainda oportunidade de gravar, serem actores e editarem o trailer do filme.

Habituada a participar nas oficinas com crianças nas áreas da escultura ou gravura, para Rita Fonseca foi um “desafio” trabalhar com jovens e replicar um trailer.


“Inspirados no ambiente que a arquitectura do Theatro Circo e dos jardins do Museu Nogueira da Silva proporcionam, os jovens encontraram aqui o espírito romântico e de muita ficção que se enquadra no imaginário do realizador Wes Anderson”, justificou a formadora, enquanto os participantes repetiam algumas gravações para, mais tarde, fazer a edição final do trailer.

A oficina começou na passada terça-feira, sendo que no primeiro dia, os jovens escolheram as localizações e as respectivas personagens e estudaram um pouco sobre planos e como filmar. No dia seguinte, os participantes dedicaram-se às gravações das cenas. “Foi um trabalho muito exaustivo, mas engraçado e até gratificante”, assegurou Rita Fonseca. Ontem, o último dia da oficina, os jovens estiveram a repetir algumas cenas e a editaram o trailer final do filme.


Também Rui Oliveira, do Centro Artístico - A Casa ao lado, acompanhou os mais novos nesta formação. “O nosso principal objectivo é estimular a criatividade dos jovens e puxar o lado mais artístico de cada um. Queremos que se sintam à vontade e não impomos nada, precisamente para eles se libertarem”, explicou Rui Oliveira, destacando que a forma de trabalhar daquele centro artístico é “criar o espírito de família” entre os jovens. E foi o que aconteceu: “depois de ‘quebrar o gelo’, ficaram todos amigos e são já uma família”.


No final da primeira oficina dedicada ao cinema, Rui Oliveira gostava que os participantes levassem “o bichinho” da realização e da interpretação. “Acho que a maior parte dos jovens já veio de propósito, porque gosta desta área. A nível de edição alguns deles já estudam e têm conhecimentos consolidados, mas queremos que eles explorem ao máximo. Temos aqui bons actores”, confirmou aquele responsável do centro artístico, desejando também que a oficina se volte a repetir já que há público interessado em participar e em aprender mais sobre esta área do cinema.

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