GRAFISMO NA ROMA ANTIGA

Cá estamos nós na chamada “Roma antiga”.

Os romanos ficaram conhecidos na História por ser um povo conquistador. Sabiam que eles conquistaram quase meio mundo? É verdade! Eles adoravam ir pelo mundo fora à conquista de novas terras. E uma dessas terras conquistadas foi aqui a nossa vizinha Grécia que ainda agora visitamos.

Com estas inúmeras conquistas os romanos foram absorveram várias culturas, mas no que diz respeito à arte, a da Grécia foi a que teve maior influência na arte romana, desde a escultura, à pintura, à arquitetura.

Então era típico dos romanos aproveitarem-se daquilo que lhes agradava da arte grega e adaptá-la às suas necessidades. Aliás, durante muito anos, a Arte em Roma permaneceu mais ou menos igual à da Grécia, uma vez que, a maioria dos artistas que trabalhavam em Roma eram gregos ou então artistas romanos que apenas seguiam instruções de clientes ricos e exigentes que encomendavam peças iguais às dos artistas gregos: murais, pinturas, esculturas...isso quer dizer que naquela altura não havia muita liberdade de criação...foi um tempo um pouco monótono para quem era artista pois limitavam-se a fazer cópias de obras de arte já existentes ou muito parecidas.

No entanto, quando Roma começou a tornar-se “senhora do Mundo” foi notória a mudança na sua Arte. Os romanos começaram a reinventa-la consoante os seus ideais políticos, religiosos e culturais.

Uma das áreas onde a mudança foi mais significativa foi na arquitetura muito conhecida, nos dias de hoje, pelos seus arcos e abóbadas.

Um dos mais famosos edifícios, exemplo desta famosa arquitetura com arcos, é o Coliseu de Roma, uma das “sete maravilhas do mundo”, nos dias de hoje. Já ouviram falar dele? É um edifício muito antigo mandado construir por um Imperador Romano e que era um género de pavilhão para espetáculos naquela altura, com capacidade para quase 50 mil espectadores! Imaginem!! Os romanos gostavam mesmo muito de se divertir e por isso criaram estes espaços de espetáculo, os anfiteatros, mas também tinham teatros e até inventaram o circo!!

E, tanto quanto eles gostavam de se divertir, os romanos gostavam de conquistar...e, de se gabar das suas conquistas...então, os grandes senhores, no final de travarem uma grande batalha de onde saíssem vitoriosos, mandavam encomendavam enormes monumentos, na sua maioria em mármore, onde fossem retratadas estas suas conquistas.

É exemplo disso, os Arcos do Triunfo e as Colunas Triunfais onde eram esculpidas, em relevo, as histórias das suas guerras e vitórias...quase como se fosse um livro ilustrado esculpido em enormes monumentos de pedra e que ficavam imortalizadas para todo o sempre.

E vocês sabem que os romanos davam muita importância a isso? Que ficassem neste mundo registo dos seus atos e da sua pessoa para que outros recordassem o que eles tinham feito? Isto porque os romanos, ao contrário dos egípcios e dos gregos, acreditavam que depois da morte tudo se extinguia...já cá não voltavam mais, percebem?

É por esse motivo que a escultura e a pintura, em particular o retrato, tinham muita importância para eles. Então, sempre que era encomendada uma escultura ou um retrato os romanos, ao contrário dos gregos que pretendiam representar a beleza, estes pretendiam que esta obra de arte representasse da forma mais fiel a sua pessoa para que assim pudessem ser relembrados tal qual como eram antes de morrer. Por essa razão as peças eram feitas em pedra ou em bronze para que pudessem resistir à passagem do tempo.

Mas não pensem que os romanos só criavam obras de arte para deixar um registo de que por cá tinham passado. Não! Eles também gostavam de embelezar e decorar as suas casas e os edifícios que frequentavam e para isso utilizavam um conjunto de aspetos artísticos como a pintura de murais e mosaicos temáticos ou então esculturas de deuses gregos a decorar fachadas e jardins. Os romanos tinham muito bom gosto!

E sabem como é que os historiadores descobriram isso?

Deixem-me então contar-vos agora uma coisa muito curiosa…vocês sabiam que uma boa parte da história da arte romana foi descoberta num sítio que se chama Pompeia? Já ouviram falar? Provavelmente, não!

Há muitos, muitos anos, no tempo dos romanos, um vulcão chamado Vesúvio entrou em erupção…explodiu…e a sua lava cobriu algumas cidades. Uma delas foi Pompeia…cobriu a cidade inteirinha…então as cinzas que se formaram sobre esta cidade preservaram tudo que ficou lá por baixo: casas, jardins, ruas, lojas…

Então, à cerca de 300 anos, algumas pessoas que estavam a trabalhar numas escavações descobriram, por acaso, esta cidade subterrada e, imaginem o espanto deles, ao descobrirem por debaixo de toda aquela cinza que a cidade estava praticamente igual ao que era antes da erupção do vulcão.

Foi então que historiadores ligados a Arte perceberam a importância daquela descoberta…eles conseguiram ver que os romanos, naquela altura adoravam embelezar e decorar as suas casas e os seus edifícios. Perceberam que era comum juntar a arquitetura, à pintura e à escultura, tudo num só edifício ao descobrir casas e palácios com pinturas e murais a cobrirem as paredes (os chamados frescos), mosaicos pintados a servirem de pavimento e fachadas com relevos e estátuas esculpidas ou então espalhadas pelos jardins.

A História ficou ali preservada por muitos anos e ajudaram-nos a perceber melhor a Arte na época dos romanos e a importância que eles lhe atribuiram.

Foi um período muito importante na História da Arte…memorizem isso!

Mas sabem o que aconteceu alguns anos depois?

Roma começou a despertar interesse a outros povos porque as suas terras eram boas para cultivar e o tempo era muito agradável…

Foi então que Roma começou a ser invadida por povos bárbaros (como eles lhes chamavam!).

Isto desencadeou uma enorme crise a todos os níveis no Império Romano…e uma das áreas mais afetadas foi…a Cultura.

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Estação Romana de Perrelos

Localizado no sopé do monte de S. Miguel, tem vindo a ser alvo de escavações desde 1997. Neste local foram descobertas estruturas habitacionais e um edifício com hipocausto que terá servido como termas. Esta estrutura encontra-se ao nível dos alicerces, que sobreviveram graças ao facto de terem sido construídos numa depressão do afloramento granítico, uma vez que, ao longo dos tempos, o terreno foi aplanado e a maior parte dos materiais saqueados e utilizados para a construção de muros.

Marco Miliário da Devesa

O "Marco Miliário da Devesa" é uma coluna cilíndrica, em granito, com 175cm de altura e 60cm de diâmetro, que serviu, na época romana, para marcar a distância entre cidades, ao longo das vias. Para além da distância em milhas (mil passos), entre a cidade de origem e a de chegada. Embora deslocado do seu lugar original, sabe-se que o marco miliário da Devesa pertencia à via que ligava a cidade romana de Olisippo (Lisboa) a Bracara Augusta (Braga).

Bronze de Constâncio, cunhado em Antioquia.

Busto à direita com diadema de pérolas e roseta terminal, couraça e paludamento.

A ARTE da roma antiga PELO MUNDO

PO.RO.S - Museu Portugal Romano 

Condeixa-a-Nova, PORTUGAL

Há cerca de 2.000 anos os romanos chegaram às Terras de Sicó. No limite do Império, Conímbriga tornou-se num centro verdadeiramente romanizado.
O PO.RO.S - Museu Portugal Romano em Sicó é uma viagem à presença romana nas Terras de Sicó, que dá a conhecer o encontro de culturas que moldou a história do território.
A tecnologia estimula os sentidos e dá à exposição um caráter vivo e dinâmico, capaz de aliar conhecimento e entretenimento e, com isso, contribuir para a salvaguarda e divulgação da memória histórica da romanização.
O PO.RO.S é um espaço atrativo e inovador, que nos leva numa aventura pela memória da romanização e do legado que perdura até hoje.

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Museu Nacional Romano

Roma, ITALIA
 

O Museu Nacional Romano é um conjunto de museus em Roma, composto por quatro sedes divididas em várias partes da cidade. Foi fundado em 1889 e abriu um ano depois durante a União da Itália com o objetivo de reunir antiguidades do século V aC. Até o século III dC.
As coleções arqueológicas do Museu Kircherian deram início ao acervo que formou este museu ao qual foram acrescentadas as inúmeras descobertas feitas em Roma durante o planeamento da cidade, uma vez que se tornou a capital do novo Reino da Itália. Em 1901, o Estado italiano concedeu a Coleção Ludovisi ao Museu Nacional Romano, bem como a importante coleção nacional de escultura antiga. O museu foi fundado no claustro construído por Michelangelo no século XVI que fazia parte das Termas de Diocleziano e que ainda hoje é sua sede principal.
A adaptação dos edifícios com um novo propósito começou para a exposição de 1911 e terminou em 1930. Em 1990, uma total transformção foi realizada dividindo as coleções em quatro sedes diferentes, as Termas de Diocleziano, a Cripta Balbi, o Palácio Massimo e o Palácio de Altemps.

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Museu Arqueológico Nacional de Nápoles

Nápoles, ITALIA

O Museu Arqueológico Nacional é um museu de Nápoles que abriga uma extensa coleção de arte da Antiguidade. É o sucessor do antigo Museu Real Bourbon, um dos mais antigos e importantes da Europa.
Composta basicamente de duas coleções privadas, Borgia (século XVIII) e Picchianti (século XIX), e inclui peças autênticas e muitos artefatos pseudo-egípcios provenientes de Pompeia e de outras cidades da Campânia.
O museu possui uma extensa e preciosa coleção de moedas e medalhas, em sua maior parte integrantes da Coleção Farnese, com cerca de duzentos mil itens, que vão desde as mais antigas cunhagens da Grécia até o fim do Império Romano
.Embora com reduzido número de exemplares, removidos de casas daquela cidade, é de grande importância por apresentar um rico panorama da pintura decorativa romana dentre os séculos II a.C. e I d.C., a qual é sucessora direta da pintura grega, hoje praticamente toda desaparecida. As peças mostram temas mitológicos, literários, naturezas-mortas, paisagens, retratos e cenas da vida diária e das cerimônias religiosas relativas aos lares e penates, além de alguns exemplares com motivos arquiteturais. A seção de mosiacos é formada por fragmentos de decoração de pisos e paredes de Herculano, Pompeia e Estábia, com emblemas, cenas e figuras de inspiração grega. São importantes as cenas de autoria de Dioscórides de Samos e os mosaicos da "Casa do Fauno" de Pompeia, com uma famosa cena da Batalha de Isso, entre Alexandre Magno e as tropas de Dario III, além de itens na rara técnica de opus sectilium, uma composição com mármores de várias cores.

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MUSEU NACIONAL DE ARTE ROMANA DE MÉRIDA

Mérida, ESPANHA

O Museu Nacional de Arte Romana é uma instituição muito antiga. Com mais de 175 anos, remonta a uma pequena coleção de caráter local que, devido à sua importância, cresceu até chegar ao status nacional conseguindo ficar num novo prédio para exibir, com dignidade as suas coleções. O seu conteúdo e atividades giram em torno do período romano, que é o foco da exposição permanente montada na sua sede principal.
Tanto a pintura quanto o mosaico do período romano que conservam na cidade de Mérida consistem em ornamentos da arquitetura.
Em relação à pintura tem uma exceção notável na cidade, como a sala, com cenas de desporto e caça, encontrada na rua Suárez Somonte e exibida na sala do museu. Outros exemplos notáveis ​​são exibidos no local na Cripta da sede.
Quanto ao mosaico, principalmente no solo, Mérida guarda uma das principais coleções da Península Ibérica. Alguns dos seus exemplares mais destacados estão expostos nas paredes do Museu, merecendo uma menção especial por sua qualidade artística, o cenário encontrado numa casa de campo perto da cidade: conhecida como Villa de las Tiendas.

arte: ontem e hoje

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PIET RODRIGUEZ

Piet Rodriguez, nascido em 1990, na França, desenvolveu a sua educação artística na cidade surrealista de Bruxelas, Bélgica. Começou a pintar durante o seu último ano de estudos publicitários em 2012 e, depois de visitar uma exposição de arte urbana, encontrou uma maneira distinta de se expressar.

Foi em 2015 que Piet começou a trabalhar em murais com spray e descobriu um mundo fora do seu atelier sendo agora é um membro importante do coletivo de artistas urbanos Propaganza. O trabalho de Rodriguez é uma amostra de todas as suas influências, onde ele procura estabelecer um equilíbrio entre as artes plásticas e a arte de rua, como uma fórmula para reunir o passado. Muitas de suas obras fazem referência à mitologia grega e romana antiga, retratada em uma paleta monocromática para dar um elemento escultural à obra de Rodriguez.

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