GRAFISMO NO SÉCULO XX

E eis-nos chegados ao séc. XX…a época da Arte Moderna!

Este é o século onde as grandes mudanças e as grandes invenções influenciaram o artista na maneira de ver e pensar a Arte!

Foi uma época libertadora que fez com que os artistas se expressem livremente e sem regras, e, consequentemente, uma época onde se registou uma enorme onda de novos movimentos artísticos…

Havia para todos os gostos: expressionismo, fauvismo, cubismo, futurismo, abstracionismo, dadaísmo, surrealismo, pop art…cada um na sua época com características próprias, estilo próprio e vida própria. Em cada época evidenciaram-se nomes de artistas que ficaram para a história: Van Gogh, Picasso, Kandinsky, Joan Miró, Salvador Dalí, Magrite, Andy Warlow…entre muitos outros.

Tudo acontecia muito rápido, “no século XX, o tempo acelera-se”…mas com uma intensidade tal que esta época deixou marcas e influenciou (e influenciará) os atuais (e futuros) artistas do nosso século.

Por esta altura, Paris era a capital da Arte! Todos os artistas (reconhecidos ou não) juntam-se nesta grande metrópole onde se respira e se vive a Arte.

No entanto, com o rebentar da 1ª Guerra Mundial muito destes artistas veem-se obrigados a refugiarem-se noutros país…a América, em particular a cidade de Nova Iorque, é o sítio mais procurado por estes artistas.

Mas quem vai com muita pressa agora sou eu…

Vamos abrandar e começar do princípio (que é sempre por onde devemos começar)!

O século XX… época de grandes revoluções, novas invenções e duas grandes guerras mundiais! Todos estes acontecimentos contribuiram para uma enorme mudança de pensamento e de atitudes... e os artistas são os mais influenciados por todas estas mudanças.

E como puderam perceber, esta foi uma época cheia de novos artistas, novas ideias e novos movimentos. No entanto, e como o nosso tempo não nos permite alongar muito mais...de todos os movimentos artísticos que surgiram por esta altura apenas vos falarei de cinco: expressionismo, cubismo, abstracionismo, surrealismo e pop art.

E é assim, que logo no início deste século aparece o Expressionismo, um movimento artístico que pretendia “expressar” as emoções humanas. Para realçar estas emoções, o artista usava cores fortes, agressivas e vibrantes e deformava prepositadamente a figura humana nas suas pinturas, de forma a enfatizar os sentimentos do homem moderno numa época de pessimismo e melancolia.

Neste movimento artístico os nomes que se destacaram (entre muitos outros!) foram o de Vicent van Gogh e Gustav Klimt.

Ainda no início do século XX surge um novo movimento...o Cubismo!

Alguém consegue associar alguma palavra a este movimento artístico?

Cubo! E o cubo é?...uma figura geométrica! Muito bem!

E vocês sabiam que o nome deste movimento surgiu a partir de um quadro pintado por um artista chamado George Braques, que se lembrou de pintar uma série de casas quadradas, representadas como se fossem cubos? Este quadro foi tão falado na época pela diferença na representação de uma paisagem com formas geométricas, que os artistas dessa altura passaram a ser conhecidos por cubistas e o movimento artístico ficou com o nome de Cubismo. Os artistas desta época passaram a representar nas suas pinturas, objetos, paisagens e pessoas com formas geométricas como se as conseguissem ver de vários ângulos. Isso dava, a quem observava estas pinturas, uma falsa noção de perspetiva e uma nova forma de ver a realidade das coisas.

Dos artistas mais conhecidos deste movimento artístico destaco George Braques e Pablo Picasso.

De seguida vou falar-vos do abstracionismo ou, num termo mais conhecido, da arte abstrata. Os artistas que criaram e adotaram este movimento artístico tinham uma noção de representação da realidade muito diferente da convencional. Estes artistas exploraram, experimentaram e arriscaram numa nova forma de representação onde utilizam, nas suas pinturas e desenhos, formas, cores, linhas e manchas que, em conjunto, representavam, de uma forma abstrata, aquilo que eles viam no mundo real. Isto provocou, como devem imaginar, uma revolução estética que dava às pinturas um ritmo e dinamismo nunca antes visto.

Kandinsky foi considerado o pioneiro na pintura de arte abstrata e uma curiosidade sobre este artista é que ele utilizava, muita vezes, a música para o inspirar nas suas pinturas. Outro artista reconhecido nesta corrente artística foi Paul Klee.

Avançando um pouco mais no século XX...questiono-vos...já alguma vez pensaram como seria captar a imagem de um sonho e passa-la para um quadro?

Pois bem, no surrealismo, o sonho e a fantasia eram os temas mais representados pelos artistas da época. Eles tentavam expressar esse mundo irreal que só existia dentro da sua imaginação e do seu inconsciente. Muitas das vezes pintavam cenas e objetos que não existiam e tendiam a exageram nas representações do que viam ou imaginavam. Como o próprio nome indica...eram pinturas surreais!

Há que diga que não há uma data que dê por terminado o movimento surrelista. Ainda são muitos os artistas que adotam este estilo artístico nos dias de hoje.

Mas de todos os artistas que existiram (e ainda estão por aparecer)...estarão para sempre relacionados a este movimento artístico os nomes de Salvador Dalí e de Magrite.

E, quase, quase a terminar, vamos saltar até à década de 50...época onde o novo movimento artístico, Pop Art, domina a arte moderna.

É um tempo em que o consumismo, a indústria e o mundo do espetáculo estão ao rubro!

Então, tudo serve de inspiração nesta época e nesta nova vertente artística: a fotografia, o cinema, a publicidade, a política, a arquitetura, o design...e o artista aproveita todas estas áreas para se inspirar e criar (ou recriar) a sua arte. Era muito comum o artista pegar num objeto do quotidiano, como a fotografia, latas de conserva, banda desenhada, e alterá-lo a seu gosto, mudando-lhe as cores, replicando-o, aplicando-lhe colagens...

Podemos dizer que os artistas Pop Art utilizavam a sua arte como uma crítica ao mundo materialista e consumista em que viviam.

Dentro deste movimento artístico um conhecido nome se destaca. É o de Andy Warlow, um artista norte-americano que deixou grandes obras de arte Pop Art reconhecidas por todo o mundo.

famalicão na arte do séc.xx

Fundação Cupertino de Miranda

O Museu da Fundação Cupertino de Miranda é uma Instituição Cultural ao serviço da comunidade e tem por missão a construção do conhecimento sobre a Arte Surrealista portuguesa, integrando múltiplas vozes e olhares, para estimular o pensamento crítico e a criatividade. 

A ARTE do séc. xx PELO MUNDO

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fundação de serralves

Porto, PORTUGAL

A Coleção de Serralves integra atualmente para cima de 4300 obras, das quais mais de 1700 são propriedade da Fundação de Serralves e as restantes 2600, provenientes de várias coleções privadas e públicas, foram objeto de depósito de longo prazo. De entre os acervos depositados em Serralves que constituíram pontos de referência para o desenvolvimento da Coleção de Serralves contam-se a coleção da Secretaria de Estado da Cultura e a coleção da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento (FLAD). A Coleção de Serralves inclui ainda cerca de 5000 livros e edições de artistas. 
O núcleo da Coleção de Serralves é a arte contemporânea produzida desde os anos 1960 até à atualidade. Arte produzida antes de 1960 pode também ser considerada em função da sua relevância para a Coleção e os artistas nela representados. "Circa 1968”, a exposição inaugural do Museu de Arte Contemporânea de Serralves em 1999, deu particular destaque às décadas seminais de 1960 e 1970, período histórico de mudanças políticas, sociais e culturais a nível planetário que assistiu à emergência de novos paradigmas do fazer artístico e ao nascimento da era pós-moderna.

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Museo del Novecento

Milão, ITÁLIA

O Museo del Novecento, localizado dentro do Palazzo dell'Arengario, na Piazza del Duomo, abriga uma coleção  de mais de quatro mil obras que catalisam o desenvolvimento da arte italiana do século XX.  
O Museo del Novecento foi criado em 6 de dezembro de 2010 com o objetivo de difundir o conhecimento da arte do século XX e oferecer uma visão mais abrangente das coleções que a cidade de Milão herdou ao longo do tempo. Além de sua principal atividade de exibição , o Museu atua na conservação, investigação e promoção do patrimônio cultural e artístico italiano do século XX, com o objetivo final de atingir um público cada vez maior.

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Museu Solomon R. Guggenheim 

Nova Iorque , E.U.A.

A metamorfose da coleção privada ao museu público é uma transição extraordinária. Para o Guggenheim, isso ocorreu em 1937, quando Solomon R. Guggenheim estabeleceu uma fundação com poderes para operar um museu que exibisse publicamente e preservaria suas coleções de arte não objetiva. Hoje, o Guggenheim é um museu em vários locais, com acesso a coleções compartilhadas, constituintes comuns e programação conjunta. Não obstante, é a coleção permanente que constitui o próprio núcleo da instituição, não importando o alcance das atividades da fundação.
A história do Museu Guggenheim é essencialmente a história de várias coleções particulares muito diferentes. Central entre elas está a coleção de pintura não-objetiva de Solomon R. Guggenheim, baseada na crença nas dimensões espirituais da pura abstração; a coleção de pintura e escultura abstrata e surrealista de sua sobrinha Peggy Guggenheim ; O conjunto de obras impressionistas , pós-impressionistas e modernas de Justin K. Thannhauser ; e as vastas participações do conde Giuseppe Panza di Biumo de minimalistas europeus e americanos , pós-minimalistas , ambientais e conceituaisarte.

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Galeria Nacional do Hamburger Bahnhof 

Berlim, ALEMANHA

A Galeria Nacional do Hamburger Bahnhof - Museu do Presente - Berlim está ligada às coleções da Nova Galeria Nacional e traça os diversos desenvolvimentos na arte de 1960 até o presente.
Uma apresentação historicamente determinada foi deliberadamente evitada e um conceito aberto de coleção cruzada foi escolhido, incluindo todas as mídias usadas pelos artistas. Apesar das espaçosas instalações, não é possível mostrar todas as obras da casa. As ricas participações da coleção são, portanto, apresentadas em exposições temáticas em constante mudança.
A adição "Museu do Presente" refere-se à filial da Galeria Nacional de Arte Contemporânea, que foi aberta no Palácio do Príncipe Herdeiro em 1919 e fechada pelos Nacional-Socialistas em 1937. O então diretor Ludwig Justi havia estabelecido o "Museu do Presente" após o fim do império como um dos primeiros museus estaduais da "arte dos vivos".
Seguindo essa tradição progressista, a área de coleção do "Museu do Presente" foi deliberadamente definida como arte desde 1960. Ao garantir a coleção particular de Erich Marx, que não apenas encontrou sua localização final no Hamburger Bahnhof, mas também foi um momento desencadeador do redesenho elaborado do museu, esse conceito de coleção está na exposição de abertura em 1996, através dos grandes blocos de trabalho de Joseph Beuys, Andy Warhol , Robert Rauschenberg e Cy Twombly foram impressionantemente ilustrados. Com base nesses pioneiros na delimitação de todas as formas de arte tradicionais, as exposições e programas do museu se concentram na interdisciplinaridade da arte contemporânea.

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arte: ontem e hoje

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Desde 2004, a dupla alemã de arte de rua Hera e Akut formam uma parceria frutífera, trabalhando em vários projetos artísticos globais de sucesso. As suas obras de arte podem ser encontradas nas grandes cidades do mundo - de Toronto a Kathmandu, de San Francisco a Melbourne. O seu processo conjunto de arte criativa é dialógico, entre si e para o exterior, abraçando o público. É sobre contar histórias, a criação de mundos imaginários e inspirar as suas figuras com personagens individuais. Hera define a forma e as proporções dos personagens, enquanto Akut pinta os elementos fotorrealistas. O processo adicional é determinado em conjunto pelos dois artistas. Juntos, eles experimentam diferentes formatos, materiais e métodos. As suas obras de arte 'casa natural' é o espaço público, onde todos podem fazer uma pausa na agitação da cidade em frente a um de seus enormes murais. Igualmente, as suas peças de galeria, instalações e telas são caracterizadas por seu estilo narrativo e por sua capacidade de levar o espectador à imaginação desses dois artistas excepcionais. Há um componente pictórico e textual em suas obras de arte. As citações curtas, passagens ou descrições escritas ao lado das figuras são referências à vida do personagem. Como tema central, as figuras podem ser vistas no contexto de frações sociais e restrições coletivas, mas também incorporadas em citações fabulosas que nos falam de amor. Assim, as figuras refletem a diversidade da vida. instalações e telas são caracterizadas pelo seu estilo narrativo e a sua capacidade de levar o espectador à imaginação destes dois artistas excepcionais. Há um componente pictórico e textual nas suas obras. As citações curtas, passagens ou descrições escritas ao lado das figuras são referências à vida do personagem. Como tema central, suas figuras podem ser vistas no contexto de frações sociais e restrições coletivas, mas também incorporadas em citações fabulosas que nos falam de amor.

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